VERSÍCULOS DO DIA!!!

VERSÍCULOS DO DIA!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

É impossível ler este texto e não chorar...‏


Dois irmãozinhos brincavam em frente à sua casa, jogando bolinhas de gude. De repente, Júlio, o menino mais novo, disse ao irmão, Ricardo:  - - Meu querido irmão, eu o amo muito, e nunca quero me separar de você! Ricardo, sem dar muita importância ao que Júlio disse, perguntou:  - O que deu em você, moleque? Que conversa besta é essa de amar? Quer calar a boca e continuar jogando? E os dois  continuaram jogando a tarde inteira até anoitecer.
À noite, o senhor Jacó, pai dos garotos, chegou do trabalho. Estava exausto e muito mal-humorado, pois não havia conseguido fechar um negócio importante. Ao entrar em casa, Jacó olhou para o seu filho Júlio, que sorriu para o pai e disse. - Olá, papai, eu o amo muito, e não quero nunca me separar do senhor! Jacó, no auge de seu mau humor e estresse, disse:  - Júlio, estou exausto e nervoso. Então, por favor, não me venha com besteiras!  Com as palavras ásperas do pai, Júlio ficou magoado e foi chorar no cantinho do quarto.
 Dona Joana, mãe dos garotos, sentindo a falta do filho, foi procurá-lo pela casa, até que o encontrou no cantinho do quarto, com os olhinhos cheios de lágrimas. Espantada, começou a enxugar as lágrimas do filho e perguntou:  - O que foi, Júlio, por que você está chorando? Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste, e disse-lhe:  - Mamãe, eu a amo muito, e não quero nunca me separar da senhora!  Dona Joana sorriu para o filho e lhe disse:  - Meu amado filho, ficaremos sempre juntos!  Júlio sorriu, deu um beijo na mãe e foi se deitar.
No quarto do casal, ambos se preparando para se deitar, Dona Joana perguntou para o seu marido:   - Jacó, o Júlio está muito estranho hoje, não acha?  O marido, já  muito estressado com o trabalho, respondeu à esposa:   - Esse moleque só esta querendo chamar a atenção. Deita e dorme, mulher! 
Então, todos se recolheram e foram dormir sossegados. Às 2 horas da manhã, Júlio se levantou e foi até o quarto de seu irmão Ricardo e ficou observando o  irmão dormir.  Ricardo, incomodado com a claridade, acordou e gritou com Júlio:  - Seu louco, apaga essa luz e me deixa dormir! Júlio, em silêncio, obedeceu ao irmão, apagou a  luz e se dirigiu ao quarto dos pais... Chegando ao quarto de seus pais, acendeu a luz  e ficou observando seu pai e sua mãe dormirem. O senhor Jacó acordou e  perguntou  ao filho:  - O que aconteceu, Júlio? O filho,  em silêncio, só balançou a cabeça em sinal  negativo, respondendo ao pai que nada havia ocorrido.  Daí,  o senhor Jacó, irritado,  perguntou ao Júlio: - Então, o que foi moleque? Júlio continuou em silêncio. Jacó,  já  muito irritado, berrou com ele:  - Então, vai dormir, seu doente! Júlio apagou a luz, dirigiu-se ao seu quarto e se deitou.
Na manhã seguinte,  todos se levantaram  cedo. O senhor Jacó iria trabalhar e a  dona Joana levaria as crianças para a escola. Mas Júlio não se levantou. Então, o senhor Jacó, que já estava muito irritado com ele,  entrou bufando no quarto do garoto e gritou:  - Levanta, seu moleque vagabundo!  Júlio nem se mexeu.  Então, Jacó avançou sobre o garoto e puxou com força o cobertor do menino, com o braço direito levantado, pronto para lhe dar um tapa, quando percebeu que Júlio estava com os olhos fechados e que estava pálido. Jacó, assustado, colocou a mão  sobre o rosto de Júlio e pôde notar que seu filho estava gelado. Desesperado, Jacó gritou, chamando a esposa e o filho Ricardo para ver o que havia acontecido com Júlio.  Infelizmente, o pior. Júlio estava morto, e sem qualquer motivo aparente.
Dona Joana, desesperada, abraçou o filho morto, e não conseguia nem respirar de tanto chorar. Ricardo, desconsolado, segurou firme a mão do irmão e só tinha forças para chorar também. Jacó, em desespero,  soluçando, e com os olhos cheios de lágrimas, percebeu que havia um papelzinho dobrado nas pequenas mãos de Júlio. Ele  então pegou o pequeno pedaço de papel, onde havia algo escrito com a letra de Júlio: "Outra noite, Deus veio falar comigo através de um sonho. Ele disse a mim que, apesar de eu amar minha família e de ela me amar também, teríamos que nos separar. Eu não queria isso, mas Deus me explicou que seria necessário. Não sei o que vai acontecer, mas estou com muito medo. E completou:  
Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:
-         Ricardo, não se envergonhe de amar seu irmão.
-         Mamãe, a senhora é a melhor mãe do mundo.
-         Papai, o senhor, de tanto trabalhar,  esqueceu-se de viver.
-         Eu amo todos vocês!”
Você já prestou atenção em quantas vezes não temos tempo de parar para amar e receber o amor que nos é ofertado? Talvez, quando acordarmos, possa ser tarde demais. Mas, ainda há tempo! Quem sempre faz o melhor, e sabe dar significado em tudo o que faz dentro e fora de casa, mesmo que esteja ao lado do caixão, não vai sofrer a dor da culpa e do remorso. O pai e o irmão do Júlio não fizeram o melhor e, por isso, sofreram com a dor da culpa.

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