VERSÍCULOS DO DIA!!!
quarta-feira, 6 de maio de 2015
O ciclo do Amor.
Postado por Bárbara Helena
Ele quase não viu a senhora com o carro parado no acostamento. Mas
percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou seu carro e se aproximou. O
carro dela cheirava a tinta de tão novinho…
Mesmo
com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha
parado para ajudar durante a última hora. Ele iria “aprontar alguma”? Parecia
inseguro, pobre e faminto…
Ele
pôde ver que ela estava com muito medo e disse:
–
Estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde está quentinho?
A propósito, meu nome é Bryan.
Era
só um pneu furado o problema do carro, mas para uma senhora, era ruim o
bastante. Bryan abaixou-se, colocou o “macaco” e levantou o carro. Logo trocou
o pneu, mas ficou um tanto quanto sujo e, ainda, feriu uma das mãos.
Enquanto
ele apertava as porcas da roda, ela abriu a janela e começou a conversar com
ele. Contou que era de St. Louis, que estava de passagem por ali e que não
sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu, enquanto se
levantava.
Ela
perguntou quanto lhe devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela.
Já tinha imaginado as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não
a tivesse ajudado.
Bryan
não pensava
Ele
respondeu: – Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar
alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar. E
acrescentou: – E pense em mim.
Ele
esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido um dia frio,
mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepúsculo.
Algumas
milhas abaixo, a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para
comer alguma coisa. Era um restaurante bem simples.
A
cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma
toalha para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce
sorriso, um sorriso que seus pés, doendo por um dia inteiro de trabalho, não
puderam apagar.
A
senhora notou que a garçonete, mesmo estando com quase oito meses de gravidez,
não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. Ficou curiosa em saber como
alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se
lembrou de Bryan.
Terminada
a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a
senhora se retirou. Já tinha partido quando a garçonete voltou. A garçonete
queria saber onde aquela senhora poderia ter ido. Porém, notou algo escrito no
guardanapo “Fique com o troco”, sob o qual mais quatro notas de $100 dólares
haviam sido deixadas.
Brotaram
lágrimas nos seus olhos quando leu o que a senhora escreveu:
“Você
não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e, da mesma
forma, estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar, não deixe
este ciclo de amor terminar em você”.
Bem,
haviam mesas para limpar, açucareiros para encher e pessoas para servir.
Naquela noite, quando voltou para casa e deitou-se na cama, a garçonete ficou
pensando no dinheiro e no que a senhora lhe escreveu. Como pôde saber o quanto
ela e o marido precisavam dele? Com o bebê para nascer no próximo mês, tudo
estava difícil… ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado,
deu-lhe um beijo e sussurrou:
–
Tudo ficará bem… Eu te amo… Bryan.
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