VERSÍCULOS DO DIA!!!

VERSÍCULOS DO DIA!!!

sábado, 5 de agosto de 2017

DEVOCIONAL - DEUS SUSTENTA E LEVANTA

“O SENHOR sustenta a todos os que caem e levanta a todos os abatidos” (Salmo 145.14).
Que declaração! Quem cai no erro não é abandonado pelo Senhor, pois o amor dEle é maior do que a tristeza de ver um filho Seu desviar-se do Caminho. Os abatidos não são desamparados nem ficam prostrados para sempre, mas são erguidos e sustentados pelo Todo-Poderoso.
Temos de passar a crer como a Palavra nos ensina: Deus, verdadeiramente, é Pai amoroso e não tem prazer na perdição dos Seus. Nesta passagem bíblica, o Altíssimo mostra que não desiste dos que, um dia, decidiram crer nEle, mas caíram. Isso é muito importante, pois, caso alguém se desvie, deve lembrar-se do que o Senhor tem dito, em vez de deixar o diabo fazê-lo desistir da fé. Qualquer pessoa que cai precisa acreditar que, de modo algum, será abandonada, mas, sim, amada pelo Pai. Isso significa que o bom Deus jamais desistirá de quem é dEle.
O amor divino supera a tristeza que nosso Pai sente pelos que O decepcionam. Sem dúvida, Ele espera que voltem e, por isso, sustenta-os, pois sabe o que acontecerá com quem abandona Seu Caminho. Estando nas garras das trevas, a pessoa, enquanto viver, passará por difíceis momentos e, quando morrer, será levada à perdição eterna, o que Deus não quer que aconteça com ninguém (1 Timóteo 2.4).
Se o Senhor agisse como o homem, Ele renegaria quem O abandonou. Mas não é dessa maneira que o coração de Deus age. Ele tudo fará para que Seus filhos, os quais se perderam, voltem à Sua presença. O Onipotente sustenta todos os caídos, o que significa que lhes dá inspiração e proteção, abre portas, guia e Se esforça para que acordem do seu pesadelo e voltem correndo para a comunhão, a qual só lhes fará bem. Alguns, porém, deixam-se levar pelo príncipe do erro e jogam fora todas as oportunidades de retornar ao Caminho. Esteja certo de que o Senhor fará o que for necessário para levantar os desanimados, os quais só continuarão prostrados se não aceitarem a ajuda dos Céus.
O Todo-Poderoso não quer o nosso prejuízo, mas, sim, o nosso lucro eterno.  Então, não importa o que alguma doutrina ensine a respeito disso. Tudo o que for diferente do que o nosso Deus orienta deve ser descartado. Por isso, o mais certo é curvar-se perante a Verdade. Devemos tão-somente crer no que a Palavra ensina, pois Ela é a única Certeza com a qual podemos contar. Como Pai verdadeiro e amoroso, o Altíssimo não tem nenhum prazer na perdição de ninguém (Ezequiel 33.11). Neste momento, o Senhor dirige-Se a você para colocá-lo de pé e em vitória. Não perca a sua oportunidade!
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares


Palavra Que Transforma - Levantar para descer... | Pastor Sérgio Fernandes

Jeremias 18:2 - Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.
O capítulo 18 de Jeremias é um ápice na história deste profeta. Ele estava a beira de um ataque de nervos, ao ver resultar em nada seus constantes apelos para que a nação se arrependesse.
Talvez prostrado, desanimado, entristecido, ele ouve a voz divina a lhe dizer: "Levanta-te". Imagino o profeta dando um pulo rapidamente e dizendo: "sim Senhor, estou aqui", para em seguida ele ouvir Deus lhe dizer "desce!".
Ora, se fosse para descer, não era melhor ficar sentado? Não... primeiro o Pai tirou Jeremias da passividade... para depois lhe mostrar que a genuína atitude do servo de Deus e "descer", isto é, reconhecer o poder e a soberania de Deus. Foi descendo na casa do oleiro que Jeremias viu uma das mais profundas revelações divinas, em todo seu ministério.
E o Pai manda você se levantar e descer até a Sua presença, para contemplar a porção de graça que ele reservou para sua vida!Deus te abençoe!

Gotas Bíblicas : Onde Colocar Nossa Confiança | Pr. Olavo Feijó

Salmos 84:12 - SENHOR dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.
Depois de relatar as bênçãos daqueles que buscam ao Senhor de coração, o salmista termina seu salmo exclamando: “Senhor dos exércitos, bem-aventurado o homem que em Ti põe a sua confiança” (Salmo 84:12).
Quando se multiplicam os ‘selos de garantia’ é porque a confiança anda em baixa. Vai daí, pessoas só compram café se vier com o “selo” dos cafeicultores. Outros, só compram certos produtos se o “selo” disser que não usou trabalho escravo. E a coisa continuará aumentando, até chegar ao ponto de alguém inventar um “selo de garantia” para garantir os “selos”.
Não é por cinismo, mas por realismo, que a Bíblia diz “maldito o homem que confia no homem” (Jeremias 15:5). Para evitar que chafurdemos nesse lamaçal de desconfiança, a Bíblia garante ser “bem-aventurado o homem que em Ti põe a sua confiança”. Evidentemente que esta bem-aventurança somente é experimentada quando a confiança no Senhor é vivenciada na prática diária. Não é apenas um “credo”: é uma vida!

DEVOCIONAL - EFEITO E OPERAÇÃO DA JUSTIÇA

“E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre” (Isaías 32.17).
A justiça de Deus – realizada pelo Senhor no Calvário, a qual se realiza a cada momento em que cremos na Palavra – tem duas produções: sendo executada, ela faz a paz surgir; e, quando operada com fé, produz repouso e segurança.
Nenhum cristão precisa viver desesperado, afinal, nunca se findarão o efeito e a operação da justiça do Alto. Se alguém não tem paz, repouso nem segurança, é sinal de que tem impedido que a justiça divina – o ato que o Altíssimo executou em Jesus na cruz – opere em seu viver. Ao nos substituir, o Filho de Deus pagou o preço que Seu Pai fez cair sobre Ele, para que levasse nossos pecados e males (Isaías 53.4,5).
A justiça do Todo-Poderoso também é realizada quando, crendo na Palavra do Senhor, reivindicamos a nossa bênção. Ao repreender o mal que nos ataca, estamos julgando o adversário e exercendo o nosso direito em Cristo.
O simples ato de crer no que aconteceu em nosso favor no Calvário acalma o nosso coração. Porém, aquele que não exercita seus direitos como filho do Altíssimo vive sem paz. Se uma pessoa conhece o que, segundo as Escrituras, foi feito em seu benefício, mas não o reivindica, não tem acesso às dádivas que foram compradas pelo Senhor com Seu sangue.
A máxima usada no mundo jurídico – de que o direito não socorre quem dorme – vale também para a fé. Então, se a sua vida está perturbada, não se acomode, mas opere a justiça divina, repreendendo o inimigo, exigindo que ele saia e crendo que tudo o que você exige em Nome de Jesus lhe é feito. Basta operar a justiça com fé, para que o repouso e a segurança ocorram em sua vida.
Podemos entender que quem é de Deus não precisa desesperar-se em nenhuma situação. Com uma simples, mas firme, tomada de posição, ele se livra de todo incômodo, quer seja no corpo, na alma, no espírito, na família, nas finanças ou em qualquer outra área de seu viver.
O melhor de tudo é que isso durará para sempre. Em qualquer lugar que você estiver e seja quando for, a operação da justiça divina jamais deixará de se cumprir na vida do cristão. Por outro lado, podemos ver a falta de paz e a ausência de repouso e segurança como sinais de que a justiça do Senhor não está sendo operada.
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares


DEVOCIONAL - O ESPÍRITO DE UM VENCEDOR

Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Certamente subiremos e a possuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela. (números 13:30)
Todos nós temos sonhos,queremos ser livres! Sonhamos com uma vida profissional prospera. Sonhamos com um casamento e família abençoada.
Queremos viver em intimidade com Deus. Queremos servir a Deus e termos vitórias. Queremos que as bênçãos e promessas de Deus se realizem em nossas vidas.
São muitos os problemas e dificuldades que surgem, com o objetivo de nos arrastar para trás, como surgiu no caminho do povo de Israel quando estava sendo resgatado por Deus, da escravidão que viviam.
São muitos os que são arrastados para trás, pois mediante as dificuldades são paralisados e impossibilitados de seguir!
São muitos os que aparecem em nosso caminho pra dizer que não vai dar certo, que é muito difícil e não vamos conseguir!
São muitos em quem depositamos confiança e não atendem as nossas expectativas!
São sempre muitos também, os que querem nos arrastar para trás!
São muitos os que são arrastados pra trás! Todos têm o poder da decisão, mas muitos decidem pelo pior!
Calebe tinha um espírito diferente!
Por isto queriam apedrejá-lo!
Então disse: Pode apedrejar! Pois do caminho e da promessa do meu Deus, não vou me afastar!  Subamos e possuamos a terra, pois certamente prevaleceremos!
Este é o espírito de um vencedor!  Não importam as dificuldades ou as circunstâncias, ele esta seguindo acreditando no poder da promessa!
Não importa quantos queriam arrasta-lo para trás, Ele sabia  o que queria!
Sua fé tem que ser sobrenatural!
Receba agora!
Aí onde você esta!
No meio dos seus problemas!
No meio daqueles que querem arrasta-lo para tras!
O espírito da vitoria!
Em nome de Jesus! Seja livre!
www.ministerio318.com.br
http://wwwministerio318com.blogspot.com/
Peçamos que Deus nos abençoe, à medida que nos esforçamos para melhor obedece-Lo...”










Gotas Bíblicas : Que Queres Que Eu Faça? | Pr. Olavo Feijó

Atos dos Apóstolos 22:10 - Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer.
Saulo de Tarso, no caminho de Damasco, encontra-se com Cristo Jesus. Depois de reconhecê-lo como tal, perguntou: "Assim, perguntei - Que queres que eu faça? Disse o Senhor - Levante-se, entre em Damasco, onde lhe será dito o que deve fazer" (Atos 22:10).
Aumenta a tendência de achar que o encontro com Cristo deva constituir uma experiência mística, de contemplação. E que a vida cristã possa limitar-se ao exercício da adoração, com um tipo de louvor que se ocupa em proclamar, no templo, o tamanho, o poder e a majestade do Senhor.
Quando se encontrou com Cristo, Saulo fez duas perguntas: "Quem és?" e "Que queres que eu faça?" Como Paulo, o convertido, o Apóstolo adorou ao Senhor, servindo-o. Trabalhando por Ele, com submissão e constante comunhão. Viver pela fé, em Paulo, em nada discorda do expressar a Fe pelas obras, em Tiago. E os dois aprenderam do mesmo Senhor, que disse: "Misericórdia quero e, não, sacrifícios". "Fomos chamados para as boas obras". Para dar testemunho, na vida diária. Para obedecer a Jesus, que nos mandou: "Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos céus".


Palavra Que Transforma - Barro nas mãos do oleiro... | Pastor Sérgio Fernandes

Jeremias 18:6 - Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Foi muito confortador poder meditar nestes versículos de Jeremias 18... em especial o versículo de número 6, onde o Senhor alerta a nação judaica que esta é como barro em suas mãos. Este verso tem muito a nos ensinar.
Primeiramente, precisamos entender que o Senhor espera que sejamos barro. Este material é maleável, fácil de trabalhar, fácil de modelar. A partir do momento que cremos em Cristo, precisamos estar totalmente dispostos a aceitar o trabalho que Deus desejará realizar em nós.
Também observamos que Deus tem o controle das coisas. Por mais que a nação se rebelasse, a soberania de Deus tomava conta integral da história, e Ele conduziria a bom termo seus santos propósitos.
Por último, quero lhe dizer que sua vida está nas mãos do Pai. Tragédias, tristezas, dores... todas essas coisas existem para o Senhor, através delas, mostrar o Seu poder e nos ensinar a depender dEle.
Você é de barro querido... um barro que o Pai está modelando neste momento, e que resultará em um vaso para a Sua glória.
Deus te abençoe!

DEVOCIONAL - Livro derrubando Golias - Capítulo 7 - Max Luccado

7. Comportamento bárbaro
Ernest Gordon geme na cela dos condenados à morte de Chun­gkai, em Burma. Ele ouve os lamentos dos que estão agonizando e sente o mau cheiro dos mortos. O calor impiedoso da selva queima sua pele e seca sua garganta. Se ele tivesse força, poderia envolver sua coxa esque­lética com uma mão. Mas ele não tem energia nem interesse. A difteria levou ambas as coisas; ele não pode andar; nem consegue sentir o corpo. Divide um beliche com moscas e percevejos e espera uma morte solitária em um campo para prisioneiros de guerra no Japão.
Como a guerra foi dura com ele! Alistou-se para a 2 Guerra Mundial com seus vinte e poucos anos, um robusto escocês das regiões montanhosas, trajando as cores típicas da Brigada Sutherland. Mas então vieram a captura pelos japoneses, meses de trabalho pesado na selva, surras diárias e a morte lenta provocada pela fome. A Escócia parece distante para sempre. A civilidade, ainda mais.
Os soldados das Forças Aliadas comportam-se como bárbaros, furtando uns dos outros, roubando de colegas que estão quase morrendo, lutando por restos de comida. Os encarregados da cozinha racionam os alimentos para que tenham mais para eles mesmos. A lei da selva tornou-se a lei do campo.
Gordon está feliz em dar adeus. Morrer por estar doente é algo que supera a vida em Chungkai. Mas então algo maravilhoso acontece. Dois novos prisioneiros, ainda animados pela esperança, são transferidos para o campo. Embora também estejam doentes e fracos, eles atentam para um código superior. Compartilham suas refeições escassas e voluntariam-se para trabalhos extras. Limpam as úlceras de Gordon e massageiam-lhe as pernas atrofiadas. Dão nele o primeiro banho em seis semanas. A força de Gordon aos poucos volta e, com ela, sua dignidade.
A bondade desses homens passa a ser contagiante, e Gordon contrai essa doença. Ele começa a tratar dos doentes e a dividir suas porções de comida. Ele até abre mão do pouco que tem. Outros soldados fazem o mesmo. Com o passar do tempo, o clima do campo acalma-se e clareia. A renúncia toma o lugar do egoísmo. Soldados realizam cultos de adoração e estudos bíblicos.
Vinte anos depois, quando Gordon passou a servir como capelão da Universidade de Princeton, ele descreveu a transformação com as seguintes palavras:
A morte ainda estava com a gente — sem sombra de dúvida. Mas fomos, aos poucos, sendo libertados de suas garras destrutivas... Egoísmo, ódio e orgulho eram sentimentos contrários à vida. Amor... abnegação... e fé, por outro lado, eram a essência da vida... dádivas de Deus para os homens... A última palavra não mais era da morte em Chungkai.1
Egoísmo, ódio e orgulho — você não precisa ir a um campo de prisioneiros de guerra para encontrá-los. Um albergue de estudantes é um bom exemplo. Assim como a sala de reunião da diretoria de uma empresa ou o quarto de um casal ou um local afastado de um município. O código da selva está vivo e presente. Cada um por si. Agarre o que puder e guarde tudo o que agarrar. A sobrevivência dos mais aptos.
O código contamina seu mundo? Os pronomes possessivos pessoais dominam a linguagem de seu círculo social? Minha carreira, meus sonhos, minhas coisas. Quero que as coisas sejam do meu jeito no meu tempo. Se isso acontece, você sabe como esse gigante pode ser cruel. Contudo, de vez em quando, um diamante brilha no meio da lama. Um camarada reparte coisas, um soldado se preocupa, ou Abigail, a maravilhosa Abigail, aparece em seu caminho.
Ela viveu na época de Davi e foi casada com Nabal, cujo nome significa "tolo" em hebraico. A vida de Nabal fez jus à definição de seu nome.
Pense nele como o Saddam Hussein da região. Ele tinha gados e ovelhas e se orgulhava de ambos. Mantinha a adega cheia, a vida amorosa a pleno vapor e rodava por aí em uma enorme limusine. Ocupava lugares nas primeiras filas durante as atividades esportivas, voava em um jato último modelo e estava sempre dando um pulinho em Las Vegas para passar um final de semana em grande estilo. Meia dúzia de seguranças grandalhões o acompanhavam onde quer que fosse.
Nabal precisava de proteção. Ele era "rude e mau — um verdadeiro pitbull, descendente de Calebe... Ele é um homem tão mau que ninguém consegue conversar com ele" (1 Samuel 25:3, 17).2 Aprendeu a lidar com pessoas no zoológico local. Nunca conheceu uma pessoa com quem não pudesse se irritar ou um relacionamento que não pudesse estragar. O mundo de Nabal girava em torno de uma pessoa — Nabal. Ele não devia nada a ninguém e ria da idéia de dividir coisas com quem quer que fosse.
Principalmente com Davi.
Davi fazia o papel de Robin Hood no deserto. Ele e seus 600 soldados protegiam os fazendeiros e pastores contra bandidos e beduínos. Israel não tinha polícia rodoviária ou força policial, por isso Davi e seus homens valentes supriam uma necessidade específica no campo. Eles fizeram a proteção com tanta eficiência que levaram um dos pastores de Nabal a dizer: "Dia e noite eles eram como um muro ao nosso redor, durante todo o tempo em que estivemos com eles cuidando de nossas ovelhas" (25:16).
Davi e Nabal coabitavam o mesmo território com a harmonia de dois touros no mesmo pasto. Ambos eram fortes e cabeças-duras. Era apenas uma questão de tempo para que eles entrassem em conflito.
Os problemas começaram a ferver depois da colheita. Com as ovelhas tosquiadas e o feno recolhido, era hora de assar o pão, assar o cordeiro e derramar o vinho; de dar um tempo aos arados e rebanhos e desfrutar do fruto do trabalho. Pelo que entendemos na história, os homens de Nabal estavam fazendo exatamente isso.
Davi fica sabendo da festança e acha que seus homens merecem um convite. Afinal, eles protegeram as colheitas e ovelhas do homem, patrulharam as colinas e defenderam os vales. Eles merecem um pouco da generosidade. Davi envia dez homens a Nabal com o seguinte pedido: "Estamos vindo em época de festa. Por favor, dê a nós, seus servos, e a seu filho Davi o que puder" (25:8).
Rude, Nabal zomba da ideia:
Quem é Davi? Quem é esse filho de jessé? Hoje em dia muitos servos estão fugindo de seus senhores. Por que deveria eu pegar meu pão e minha água e a carne do gado que abati para meus tosquiadores, e dá-los a homens que vêm não se sabe de onde? (25:10,11).
Nabal finge nunca ter ouvido falar de Davi, equiparando-o a servos fugitivos e vagabundos. Tal insolência enfurece os mensageiros, que dão as costas e voltam às pressas para dar o relatório completo a Davi.
Davi não precisa ouvir a notícia duas vezes. Ordena aos homens que formem um bando armado. Ou, mais precisamente: "Peguem suas espadas!" (25:12).
Quatrocentos homens reúnem-se e partem. Olhos fixos. Narinas dilatadas. Lábios resmungando. Testosterona à flor da pele. Davi e suas tropas vêm com tudo contra Nabal, o canalha, que, distraidamente, bebe cerveja e come churrasco com seus companheiros.
Gestos de paz trazem mais bem do que alabardas.
A estrada estronda enquanto Davi resmunga: "Que Deus castigue Davi, e que o faça com muita severidade, caso até a manhã eu deixe vivo um só do sexo masculino de todos os que pertencem a Nabal!" (25:22).
Espere aí. É o bangue-bangue no Oriente Antigo!
Então, de repente, surge a beleza. Uma margarida ergue-se no deserto; um cisne pousa no matadouro; um ligeiro perfume paira pelo vestiário masculino. Abigail, esposa de Nabal, aparece no caminho. Enquanto ele é bruto e mesquinho, ela é "inteligente e bonita" (25:3).
Inteligência e beleza. Abigail põe ambas para funcionar. Quando fica sabendo da resposta grosseira de Nabal, ela põe-se em ação. Sem falar com o marido, ela ajunta presentes e corre para interceptar Davi. Enquanto Davi e seus homens descem um desfiladeiro, ela assumiu sua posição, munida de "200 pães, duas vasilhas de couro cheias de vinho, cinco ovelhas preparadas, cinco medidas de grãos torrados, 100 bolos de uvas passas e 200 bolos de figos prensados — e os carregou em jumentos" (25:18).
Quatrocentos homens puxam as rédeas dos cavalos. Alguns ficam boquiabertos diante da comida; outros ficam bobos diante da mulher. Ela é bonita e cozinha bem, uma combinação que detém qualquer exército. (Imagine uma loira de fazer um homem virar o pescoço aparecendo no campo de treinamento de recrutas com um caminhão cheio de hambúrgueres e sorvete.)
Abigail não é boba. Ela sabe da importância do momento. Ela aparece como a última barreira entre sua família e a morte certa. Caindo aos pés de Davi, ela faz um apelo digno de um parágrafo nas Escrituras: "Meu senhor, a culpa é toda minha. Por favor, permita que tua serva te fale; ouve o que ela tem a dizer" (25:24).
Ela não defende Nabal, mas concorda que ele é um canalha. Ela não pede justiça, mas perdão, aceitando a culpa quando não merece ser culpada de nada. "Esquece, eu te suplico, a ofensa de tua serva" (25:28). Ela oferece os presentes de sua casa e insiste para que Davi deixe Nabal nas mãos de Deus e evite o peso morto do remorso.
Suas palavras chegam a Davi assim como o sol de verão ao sorvete. Ele se derrete.
Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que hoje a enviou ao meu encontro... pelo seu bom senso... Se você não tivesse vindo depressa encontrar-me, nem um só ser do sexo masculino pertencente a Nabal teria sido deixado vivo... Ouvi o que você disse e atenderei ao seu pedido (25:32-35).
Davi volta para o acampamento. Abigail volta para Nabal. Uma vez que o encontra extremamente bêbado para conversar, ela espera até a manhã seguinte para descrever-lhe o quão perto Davi chegou do acampamento e como Nabal esteve perto da morte."De manhã... ele sofreu um ataque e ficou paralisado como uma pedra. Cerca de dez dias depois, o SENHOR feriu Nabal e ele morreu" (25:37-38).
Quando fica sabendo da morte de Nabal e da súbita disponibilidade de Abigail, Davi agradece a Deus pela primeira notícia e se aproveita da segunda. Não conseguindo tirar da cabeça a lembrança da linda mulher no meio da estrada, ele a pede em casamento e ela aceita. Davi consegue uma nova esposa; Abigail, um novo lar. E, com isso, temos um importante princípio: a beleza pode vencer a barbárie.
A mansidão salvou a pátria naquele dia. A delicadeza de Abigail reverteu um rio de raiva. A humildade tem tal poder. Desculpas podem desarmar discussões. A contrição pode neutralizar a raiva. Gestos de paz trazem mais bem do que alabardas. "A língua branda quebra até ossos" (Provérbios 25:15).
Abigail ensina muita coisa: o poder contagiante da bondade; a força de um bom coração. Sua maior lição, no entanto, é tirar nossos olhos de sua beleza e colocá-los na de outra pessoa. Ela tira nossos pensamentos de um caminho rural e os leva para uma cruz em Jerusalém. Abigail nunca conheceu Jesus. Ela viveu 1.000 anos antes do sacrifício de Jesus. Não obstante, sua história prefigura a vida de Jesus.
Abigail colocou-se entre Davi e Nabal. Jesus colocou-se entre Deus e nós. Abigail ofereceu-se para ser castigada pelos pecados de Nabal.
A língua branda quebra até ossos (Provérbios 2.5:15).
Jesus permitiu que o céu o castigasse pelos seus e meus pecados. Abigail desviou a raiva de Davi. Cristo não lhe serviu de proteção contra a raiva de Deus?
Ele era nosso "mediador, entre Deus e os homens; o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos" (1 Timóteo 2:5-6). Quem é o mediador senão aquele que se coloca no meio de alguma coisa? E o que Cristo fez senão colocar-se entre a raiva de Deus e nosso castigo? Cristo interceptou a ira do céu.
Algo um pouco parecido aconteceu no campo em Chungkai. Certa noite, depois da inspeção, um guarda japonês anunciou que faltava uma pá. O oficial manteve as Forças Aliadas em formação, insistindo que alguém havia roubado a pá.
Cristo viveu a vida que não poderíamos viver e levou o castigo que não poderíamos levar para oferecer a esperança a que não podemos resistir.
Gritando em um inglês mal falado, ele exigiu que o culpado desse um passo à frente. Pôs seu rifle no ombro, pronto para matar um prisioneiro por vez até que a confissão fosse feita.
Um soldado escocês saiu da formação, ficou firmemente em posição de sentido e disse: "Fui eu". O oficial descarregou sua raiva e bateu no homem até ele morrer. Quando o guarda finalmente se cansou, os prisioneiros pegaram o corpo do homem e suas ferramentas e voltaram para o campo. Só então as pás foram recontadas. O soldado japonês cometera um erro. No final das contas, nenhuma pá estava faltando.3
Quem faz isso? Que tipo de pessoa assumiria a culpa de algo que não fez?
Quando você encontrar tal substantivo, associe-o a Jesus. "O SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós" (Isaías 53:6). Deus tratou seu Filho inocente como a raça humana culpada, seu Santo como um canalha mentiroso, sua Abigail como um Nabal.
Cristo viveu a vida que não poderíamos viver e levou o castigo que não poderíamos levar para oferecer a esperança a que não podemos resistir. Seu sacrifício pede que façamos essa pergunta: se ele tanto nos amou, não podemos amar uns aos outros? Tendo sido perdoados, não podemos perdoar? Tendo festejado à mesa da graça, não podemos compartilhar algumas migalhas de pão?
"Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros" (1 João 4:11).
Você acha seu mundo de Nabal difícil de suportar? Então faça o que Davi fez: pare de encarar Nabal. Volva seus olhos para Cristo. Olhe mais para o Mediador e menos para os encrenqueiros.
"Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem" (Romanos 12:21). Um prisioneiro pode mudar um campo. Uma Abigail pode salvar uma família. Seja a beleza em meio às suas feras e veja o que acontece.
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DEVOCIONAL - Max Luccado - Derubando Golias - Capítulo 06

6. Doadores de sofrimento
O símbolo mais sagrado na cidade de Oklahoma, em Oklahoma, é uma árvore: um vasto olmo norte-americano de 80 anos que faz muita sombra. Turistas percorrem quilômetros para vê-lo. Pessoas posam para fotos debaixo dele. Arboristas cuidadosamente o protegem. Ele enfeita pôsteres e papéis de carta. Outras árvores ficam maiores, mais cheias, até mais verdes. Mas nenhuma recebe o mesmo carinho. A cidade valoriza a árvore não por sua aparência, mas por sua resistência.
Ela resistiu aos bombardeios sofridos por aquela cidade.
Timothy McVeigh estacionou seu caminhão-bomba a apenas alguns metros dela. Sua maldade matou 168 pessoas, feriu outras 850, destruiu o edifício federal Alfred P. Murrah e cobriu a árvore de escombros. Ninguém esperava que ela sobrevivesse. Ninguém, na verdade, parou para pensar na árvore coberta de pó e sem galhos.
Até que ela começou a brotar.
Brotos passavam espremidos por sua casca destruída; folhas verdes empurravam a fuligem cinzenta. A vida ressurgiu de um campo marcado pela morte. As pessoas perceberam. A árvore era um modelo da resiliência que as vítimas desejavam. Por isso elas deram um nome ao olmo: a Arvore Sobrevivente.1
Os Timothy McVeighs ainda abalam nossos mundos. Eles ainda, sem razão, inexplicavelmente nos mutilam e deixam cicatrizes. Queremos imitar a árvore — sobreviver ao mal, sobrepormo-nos à ruína. Mas como?
Davi pode nos dar algumas idéias. Quando Saul dá uma de McVeigh e entra no mundo de Davi, Davi se lança no deserto, onde encontra refúgio entre as cavernas próximas ao Mar Morto. Várias centenas de legalistas o seguem. O mesmo acontece com Saul. E, em duas cenas dramáticas no deserto, Davi exemplifica como transmitir graça à pessoa que não lhe dá outra coisa senão sofrimento.
Primeira cena. Saul faz sinal para que seus homens parem. Eles param. Três mil soldados param de marchar enquanto seu rei desce do cavalo e sobe a encosta da montanha.
Dá para fritar um ovo no chão da região de En-Gedi. Os raios de sol ferem como punhais o pescoço dos soldados. Lagartos alojam-se por trás das pedras. Escorpiões ficam na lama. E cobras, como Saul, procuram descanso na caverna.
Saul entra na caverna "para fazer suas necessidades. Davi e seus soldados estavam bem no fundo da caverna" (1 Samuel 24:3). Com os olhos embaçados por causa do sol do deserto, o rei não consegue perceber os vultos silenciosos que se alinham nas paredes.
Mas você não sabe que eles vêem o rei. Enquanto Saul atende ao chamado da natureza, inúmeros olhos arregalam-se. A mente desses homens voa e as mãos estendem-se para pegar lanças. Um golpe da espada levará a tirania de Saul ao fim e eles não terão mais de fugir. Mas Davi faz sinal para que seus homens se contenham. Ele esgueira-se pela parede, desembainha sua faca e corta não a carne, mas o manto de Saul. Davi então volta para o fundo da caverna.
Os homens de Davi não podem acreditar no que seu líder fez. Nem o próprio Davi. Contudo, seus sentimentos não refletem os de seus homens. Eles acham que ele fez muito pouco; ele acha que já fez coisa demais. Em vez de tripudiar, ele arrepende-se.
Mas Davi sentiu bater-lhe o coração de remorso por ter cortado uma ponta do manto de Saul, e então disse a seus soldados: "Que o SENHOR me livre de fazer tal coisa a meu senhor, de erguer a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR" (24:5,6).
Saul sai da caverna e Davi logo o segue. Ele levanta a ponta de suas vestes e, com todas as letras, grita: "Eu poderia tê-lo matado, mas não o matei".
Saul ergue os olhos, espantado, e pergunta em voz alta: "Quando um homem encontra um inimigo e o deixa ir sem fazer-lhe mal?" (24:19).
Davi faz isso. Mais de uma vez.
Alguns capítulos adiante, Saul está, novamente, perseguindo Davi. Davi volta a bancar o esperto para o lado de Saul. Enquanto o acampamento do rei dorme, o atrevido Davi e um soldado esgueiram-se pelos soldados até que alcançam o rei, que roncava. O soldado implora: "Hoje Deus entregou o seu inimigo nas suas mãos. Agora deixe que eu crave a lança nele até o chão, com um só golpe; não precisarei de outro" (26:8).
Mas Davi não deixa. Em vez de tirar a vida de Saul, ele tira-lhe a lança e o jarro com água e foge do acampamento. A uma distância segura, ele acorda Saul e os soldados com um aviso: "Ele [o Senhor] te entregou nas minhas mãos hoje, mas eu não levantaria a mão contra o ungido do SENHOR" (26:23).
Mais uma vez, Davi poupa a vida de Saul.
Mais uma vez, Davi revela uma mente cheia de Deus. Quem domina seus pensamentos? "O SENHOR recompensa... o ungido do SENHOR... que o SENHOR também considere" (26:23-24).
Mais uma vez, pensamos nas coisas que promovem dor em nossa própria vida. Uma coisa é transmitir graça aos amigos, mas transmitir graça àqueles que nos causam sofrimento? Você conseguiria? Se passasse alguns minutos seguidos com o Darth Vader, o vilão de Guerra nas Estrelas, de seus dias, você conseguiria imitar Davi?
A vingança faz sua atenção se prender aos momentos mais feios da vida.
Talvez você pudesse. Algumas pessoas parecem ser agraciadas com glândulas de misericórdia. Elas escondem perdão, sem nunca guardar rancores ou revelar suas feridas. Para outros de nós (para a maioria de nós?) é difícil perdoar nossos Sauls.
Perdoamos os que nos ofendem uma vez, lembre-se. Repudiamos os que tomam nossa vaga no estacionamento, os que não honram compromissos e até os que batem carteiras.
Podemos passar batido pelos pequenos delitos, mas e os crimes capitais? Os que nos ofendem de novo? Os Sauls que levam nossa juventude, nossa aposentadoria ou nossa saúde?
Se um patife desses buscasse sombra era sua caverna ou estivesse dormindo aos seus pés... você faria o que Davi fez? Você conseguiria perdoar o canalha que o machucou?
Não conseguir fazer isso talvez seja fatal. "O ressentimento mata o insensato e a inveja destrói o tolo" (Jó 5:2).
A vingança faz sua atenção prender-se aos momentos mais feios da vida. A desforra faz seus olhos concentrarem-se em eventos dolorosos de seu passado. É para lá que você quer olhar? Contar e reviver suas feridas fará de você uma pessoa melhor? De forma alguma. Isso irá destruí-lo.
Estou me lembrando de uma velha comédia de costumes. Joe queixa-se com Jerry sobre o hábito irritante de um amigo comum. O rapaz bate com o dedo no peito de Joe enquanto fala, o que enerva Joe.
Os que gostam de destruir os inimigos precisam de dois túmulos.
Por isso ele resolve se vingar. Ele mostra para Jerry uma garrafinha com uma mistura de nitroglicerina altamente explosiva amarrada a um barbante. Ele explica: "Vou usar isso aqui em volta do meu pescoço, deixando a garrafa pendurada bem no lugar onde ele fica batendo com o dedo. Da próxima vez em que puser o dedo no meu peito, ele vai pagar caro".
Nem de longe Joe passará, certo? Os que gostam de destruir os inimigos precisam de dois túmulos. "A ira se aloja no íntimo dos tolos" (Eclesiastes 7:9). Olho por olho passa a ser pescoço por pescoço e emprego por emprego e reputação por reputação. Quando isso pára? Pára quando uma pessoa imita a mente de Davi controlada por Deus.
Ele enfrentou Saul como enfrentou Golias — colocando-se diante de Deus ainda mais. Quando os soldados na caverna instigaram Davi a matar Saul, veja no que Davi estava pensando: "Que o SENHOR me livre de fazer tal coisa a meu senhor, de erguer a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR" (1 Samuel 24:6).
Quando gritou para Saul da entrada da caverna, "Davi inclinou-se, rosto em terra" (24:8). Depois reiterou sua convicção: "Não erguerei a mão contra meu senhor, pois ele é o ungido do SENHOR" (24:10).
Na segunda cena, durante o ataque ao acampamento de noite, Davi manteve sua convicção: "Quem pode levantar a mão contra o ungido do SENHOR e permanecer inocente?" (26:9).
Nessas duas cenas, contei em seis as vezes em que Davi chamou Saul de "o ungido do SENHOR". Você consegue pensar em outro termo que Davi poderia ter usado? Desmancha-prazeres e miolo mole vêm à minha mente. Mas não à mente de Davi. Ele não via Saul como o inimigo, mas como o ungido. Recusou-se a ver o homem que o fazia sofrer como algo menos que um filho de Deus. Davi não aprovou o comportamento de Saul; ele simplesmente reconheceu o dono de Saul — Deus. Davi filtrou o que via acerca de Saul usando a peneira do céu. O rei ainda pertencia a Deus, e isso deu esperança a Davi.
Alguns anos atrás, um rottweiler atacou nosso filhote de Golden Retriever em um canil. O animal desprezível pulou sua jaula e entrou na de Molly e quase a matou. Ele deixou-a com vários cortes e com a orelha pendurada. Meus sentimentos para com aquele vira-lata não eram nada parecidos com os de Davi. Se nos deixassem, os dois, em uma caverna, apenas um sairia vivo. Escrevi uma carta para o dono do cachorro, insistindo que ele o colocasse para dormir.
Mas quando mostrei a carta à dona do canil, ela pediu que eu reconsiderasse.
— O que aquele cachorro fez foi horrível, mas eu ainda o estou treinando. Não terminei meu trabalho ainda.
Deus diria o mesmo sobre o rottweiler que atacou você.
— O que ele fez foi inconcebível, inaceitável, imperdoável, mas não terminei meu trabalho ainda.
Seus inimigos ainda figuram no plano de Deus. O pulso deles é a prova: Deus não desistiu deles. Talvez eles estejam fora da vontade de Deus, mas não estão fora do alcance de Deus. Você honra Deus quando os vê, não como fracassos de Deus, mas como projetos de Deus.
Além disso, quem nos encarregou do serviço de vingança? Davi entendeu isso. Da entrada da caverna, ele declarou: "O SENHOR julgue entre mim e ti. Vingue ele os males que tens feito contra mim, mas não levantarei a mão contra ti... O SENHOR seja o juiz e nos julgue"
(24:12,15).
Veja seus inimigos não como falhas de Deus, mas como projetos dele.
Deus ocupa o único assento na corte suprema do céu. Ele usa a beca e se nega a dividir o martelo. Por essa razão, Paulo escreveu: "Nunca procurem se vingar, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito:'Minha é a vingança; eu retribuirei', diz o Senhor" (Romanos 12:19).
A vingança tira Deus da equação. Os que fazem justiça pelas próprias mãos tomam o lugar de Deus. "Não tenho certeza de que o Senhor poderá cuidar disso. O Senhor pode castigar muito pouco ou devagar demais. Deixe esse assunto nas minhas mãos, obrigado."
É isso o que você quer dizer? Não foi assim com Jesus. Ninguém tinha uma noção mais clara do que era certo e errado do que o Filho perfeito de Deus. Não obstante, "quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça" (1 Pedro 2:23).
Somente Deus determina sentenças exatas. Impomos castigos leves ou severos demais. Deus faz a justiça perfeita. Cabe a ele a vingança. Deixe seus inimigos nas mãos de Deus.
Ao fazer isso, você não estará endossando a má conduta deles.Você pode odiar o que alguém fez sem se deixar consumir pelo ódio. Perdoar não é justificar.
Perdoar também não é fingir. Davi não encobriu ou evitou o pecado de Saul. Ele tratou-o de forma direta. Ele não evitou o problema, mas evitou Saul."[Saul] voltou para casa, mas Davi e seus soldados foram para a fortaleza" (1 Samuel 24:22).
Faça o mesmo. Transmita graça, mas, se for necessário, mantenha distância. Você pode perdoar o marido abusivo sem ter de viver com ele.
Perdão é optar por ver o ofensor com olhos diferentes.
Seja rápido em mostrar compaixão pelo pastor imoral. Mas não tenha pressa em dar-lhe um púlpito. A sociedade pode conceder graça e condenações ao mesmo tempo. Dê uma segunda chance àquele que molesta crianças, mas mantenha-o longe de parquinhos de diversões.
Perdão não é loucura.
Perdão é, em sua essência, optar por ver o ofensor com olhos diferentes. Quando alguns missionários morávios levaram a mensagem de Deus aos esquimós, eles sofreram para encontrar uma palavra para perdão na língua nativa. Por fim, chegaram a essa difícil opção de 24 letras: issumagijoujungnainermik. Esta formidável junção de letras é literalmente traduzida como "não há mais como pensar nisso".2
Perdoar é seguir em frente, não pensar mais na ofensa. Você não justifica, endossa ou aceita o ofensor. Você simplesmente coloca o que pensa sobre ele no caminho que leva ao céu. Você vê seu inimigo como filho de Deus e a vingança como algo que cabe a Deus.
A propósito, como nós, recipientes da graça, podemos fazer menos que isso? Será que temos coragem de pedir graça a Deus quando nos recusamos a transmiti-la? Esse é um grande tema de discussão nas Escrituras. Jesus era duro com os pecadores que se recusavam a perdoar outros pecadores. Você se lembra da história que Jesus contou sobre o servo cuja dívida de milhões acabara de ser perdoada que se recusou a perdoar uma dívida de alguns reais? Ele provocou a ira de Deus: "Servo mau, cancelei toda a sua dívida... Você não devia ter tido misericórdia... como eu tive de você?" (Mateus 18:32,33).
Em suma, transmitimos graça porque recebemos graça. Sobrevivemos porque imitamos a Arvore Sobrevivente. Nossas raízes vão além da área que foi atingida por bombardeios. Usamos a umidade que vai além da explosão. Cavamos cada vez mais fundo até extrairmos umidade da misericórdia de Deus.
Nós, como Saul, recebemos graça.
Nós, como Davi, podemos transmiti-la gratuitamente.
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DEVOCIONAL - Derrubando Golias - Capítulo 005 - Max Luccado

5. Estações secas
O Mar Morto está morrendo. Gota a gota, a uma razão de aproximadamente 90 centímetros por ano, ele está recuando. A Galiléia lança seus fluidos frescos pelo canal da Jordânia, águas dignas do batismo de um Messias. Mas o Mar Morto o empobrece: turvando, acidulando, criando um cemitério salino. Encontra-se pouca vida em suas águas.
Encontra-se pouca vida em suas imediações. Penhascos fatais erguem-se ao oeste, formando um paredão de cerca de 610 metros. A erosão marcou a terra deixando muitas cavernas, sulcos e cânions esparsos: um lar para hienas, lagartos, abutres... e para Davi. Não por escolha, lembre-se. Ele não queria trocar o palácio pelas terras assoladas pela erosão. Ninguém escolhe o deserto. Ele o ataca de todas as direções — calor e chuva, tempestades de areia e de granizo. Preferimos quartos com ar-condicionado e becos sem saída — segurança.
Mas às vezes não temos direito de escolha. A calamidade chega e o telhado racha. O tornado ergue-nos e solta-nos no deserto. Não no deserto ao sudeste de Israel, mas no deserto da alma.
Uma época de seca.
O isolamento marca tais épocas. Saul isolou, efetiva e sistematicamente, Davi de toda fonte de estabilidade.
As seis tentativas de assassinato acabaram com a carreira militar de Davi, que teve também seu casamento abalado por toda aquela perseguição.
O deserto começa com separações. Continua com engano.
Depois que Mical, esposa de Davi, o ajudou a escapar, Saul exigiu dela uma explicação. "Tive de fazê-lo", ela mentiu. "Ele me disse que o deixasse fugir, se não me mataria" (1 Samuel 19:17). Davi nunca mais confiou em sua esposa. Eles continuaram casados, mas dormiam em camas separadas.
Davi corre da corte de Saul para a casa de Samuel. Mas logo que ele chega, alguém diz para Saul: "Davi está em Naiote, em Ramá" (19:19).
Davi foge procurando refúgio em Jônatas, seu amigo e confidente. Jônatas quer ajudar, mas o que ele pode fazer? Deixar a corte nas mãos de um louco? Não,Jônatas tem de ficar com Saul.Davi, como se estivesse escalando uma montanha, já ouve os fios de sua corda se arrebentando e sabe que logo estará no ar, sem nenhuma ajuda de Jônatas.
Sem lugar na corte.
Sem posição no exército.
Sem esposa, sem sacerdote, sem amigo.
Nada a fazer senão correr.
O deserto começa com separações. Continua com engano.
Vimos a má-fé de Davi em Nobe, a cidade dos sacerdotes. A cidade era santa; Davi era tudo menos santo. Ele mentia sempre que abria a boca.
Davi piora antes de ficar melhor. Foge para Gate, cidade natal de Golias. Tenta forjar uma amizade baseada em um adversário comum. Se Saul é o seu inimigo e Saul é também o meu inimigo, somos nós amigos, certo?
Nesse caso, errado.
Os giteus não são hospitaleiros. "Não é este Davi, o rei da terra de Israel"? — perguntam."Não é aquele acerca de quem cantavam em suas danças: 'Saul abateu seus milhares e Davi suas dezenas de milhares'?" (21:11).
Davi entra em pânico. Ele é um cordeiro no meio de uma matilha de lobos. Homens altos, muros ainda mais altos. Olhares penetrantes, lanças cortantes. Gostaríamos de ouvi-lo fazer uma oração ao seu Pastor; ficaríamos agradecidos por uma manifestação da força de Deus. Não prenda a respiração. Davi não vê Deus. Ele vê confusão. Assim ele segura os problemas com as próprias mãos.
Ele finge ser louco, riscando as portas da cidade e deixando escorrer saliva pela barba. Finalmente, o rei de Gate diz para seus homens: '"Vejam este homem! Ele está louco! Por que trazê-lo aqui? Será que me faltam loucos para que vocês o tragam para agir como doido na minha frente?' Davi então fugiu da cidade de Gate, e dirigiu-se para a caverna de Adulão" (21:14-22:1).
Será que arriscamos imaginar essa cena de Davi? De olhos arregalados, tremendo como gelatina. Ele põe a língua para fora, rola na lama, resmunga e dá risadinhas, cospe, treme e espumeja. Davi finge ter uma espécie de epilepsia.
Os filisteus acreditavam que um "epiléptico era possuído pelo espírito de Dagom e que esse espírito deixava maridos impotentes, mulheres estéreis, causava a morte de crianças e vômito nos animais". Temendo que cada gota do sangue de um epiléptico criasse mais um demônio, os filisteus expulsavam os epilépticos de suas cidades e os enviavam para morrer no deserto.1 E foi o que fizeram com Davi. Eles o puseram para fora dos portões da cidade e o deixaram sem ter para onde ir.
Ele não poderia ir para a corte de Saul nem para a casa de Mical, nem para a cidade de Samuel nem para a segurança de Nobe. Por isso ele vai para o único lugar possível — o lugar para onde ninguém vai, porque lá nada sobrevive. Ele vai para o deserto, para o ermo; segue para os cânions em forma de favo de mel que dão vista para o Mar Morto. Ele encontra um lugar chamado de caverna de Adulão. Lá ele encontra sombra, silêncio e segurança. Ele estende-se sobre a terra fria, fecha os olhos e começa sua década no deserto.
Você consegue relacionar sua história com a de Davi?
Seu Saul retirou você da posição que você tinha e afastou você das pessoas que você ama?
Em um esforço para se pôr em pé, você distorceu a verdade? Distorceu os fatos?
Você está procurando refúgio em Gate? Sob circunstâncias normais, você jamais iria para lá. Mas essas não são circunstâncias normais, por isso você perde tempo na terra que cria gigantes. A cidade da confusão. Os braços de uma mulher ou aquele bar. Você anda por ruas escuras e lugares muitas vezes duvidosos. E, enquanto está ali, você enlouquece. Para que a multidão o aceite, para que o estresse não o mate, você fica alucinado. Você acorda em uma caverna do Mar Morto, nas grutas de Adulão, no ponto mais baixo de sua vida, como se tivesse um cérebro de minhoca.Você olha lá para fora para um futuro árido, duro e despovoado, e pergunta: "O que faço agora?".
Sugiro que você deixe Davi ser seu professor. É claro que ele fica desnorteado em alguns versículos. Mas, na caverna de Adulão, ele se anima. O fiel menino-pastor surge novamente. O matador de gigantes redescobre a coragem. Sim, ele tem a cabeça a prêmio. Sim, ele não tem onde recostar a cabeça, mas de algum modo ele se descontrola.
Seu foco volta-se novamente para Deus e Davi encontra refúgio.
O refúgio surge como uma das palavras favoritas de Davi. Faça um círculo nessa palavra no livro de Salmos e você verá que há mais de 40 ocorrências dela em algumas versões. Mas nunca Davi usou o termo de forma mais acerbada do que no Salmo 57. A introdução para a passagem explica seu contexto:"Poema epigráfico davídico. Quando Davi fugiu de Saul para a caverna".
Imagine o filho de Jessé na penumbra: de joelhos, talvez com o rosto em terra, perdido em meio às sombras e aos pensamentos. Ele não tem para onde se virar. Se for para casa, ele põe sua família em perigo; se for para o tabernáculo, ele põe os sacerdotes em perigo. Saul irá matá-lo; Gate não o aceitará. Ele mentiu no santuário e se passou por louco para os filisteus; e aqui está ele sentado. Completamente sozinho.
Mas então ele se lembra de que, na realidade, não está. Ele não está sozinho. E do fundo da caverna uma doce voz paira no ar:
Misericórdia, ó Deus misericórdia, Pois em ti a minha alma se refugia.
Eu me refugiarei à sombra das tuas asas, até que passe o perigo (v. 1).
Faça de Deus seu refúgio. Não seu emprego, seu cônjuge, sua reputação ou seu plano de previdência. Faça de Deus seu refúgio. Deixe que Deus, não Saul, o cerque. Deixe que ele seja o teto que protege o ambiente da luz do sol, as paredes que detêm o vento, o alicerce sobre o qual você está.
Um homem que morava em uma caverna dirigiu-se à nossa igreja recentemente. Ele tinha o cheiro da caverna de Adulão. Havia acabado de enterrar a esposa e sua filha estava ficando mais doente a cada dia. Contudo, na terra seca ele encontrou Deus. Escrevi o que ele descobriu na página em branco de minha Bíblia: "Você jamais saberá que Jesus é tudo de que você precisa até Jesus ser tudo o que você tem".
Os que sobrevivem ao deserto encontram refúgio na presença de Deus.
Eles também descobrem uma comunidade entre o povo de Deus.
Quando seus irmãos e seu pai souberam disso, foram até lá para encontrá-lo. Também juntaram-se a ele todos os que estavam em dificuldades, os endividados e os descontentes; e ele se tornou o líder deles. Havia cerca de 400 homens com ele (1 Samuel 22:1,2).
Não se tratava de algo que você compararia a um corpo de cadetes da mais famosa academia militar. Estavam em dificuldades, endividados e descontentes. Que bando! Desajustados, sim. A escória da sociedade, sem dúvida. Rejeitados. Perdedores. Marginais.
Assim como a igreja. Não somos os que estão em dificuldades, os endividados e os descontentes?
Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte (1 Coríntios 1:26,27).
Igrejas fortes estão cheias de ex-moradores de cavernas e dos que ainda moram em cavernas, pessoas que conhecem o terreno de Adulão. Elas contaram algumas mentiras em Nobe. Passaram-se por loucas em Gate. E não se esqueceram. E, por causa disso, imitam Davi: elas dão espaço para você.
Quem é Davi para mandar esses homens embora? Ele não é candidato para a arquidiocese. Ele é um ímã para os marginais. Assim Davi cria uma comunidade de desajustados que buscam Deus. Deus faz deles um grupo poderoso: "Diariamente chegavam soldados para ajudar Davi, até que o seu exército tornou-se tão grande quanto o exército de Deus" (1 Crônicas 12:22).
Gate. Deserto. Caverna de Adulão.
Loucura. Solidão. Restauração.
Davi encontrou todos esses três elementos. O mesmo aconteceu com Whit Criswell. Este homem de Kentucky foi criado em um lar cristão. Quando jovem, serviu como ministro em uma igreja cristã. Mas se pôs a jogar, arriscando diariamente seu salário em jogos de beisebol. Ele mais perdeu do que ganhou e se viu em uma terrível dívida com o corretor de apostas. Decidiu desviar fundos do banco em que trabalhava. Bem-vindo à Gate.
Foi só uma questão de tempo para que os auditores detectassem um problema e convocassem uma reunião. Criswell sabia que havia sido descoberto. Na noite anterior à auditoria, ele não pôde dormir. Resolveu seguir o caminho de Judas. Deixando para a esposa um bilhete sobre seu suicídio, ele saiu de Lexington, estacionou o carro e pôs uma arma na cabeça. Como não conseguiu puxar o gatilho, ele praticou dando um tiro do lado de fora da janela do carro. Pressionou a ponta do cano do revólver contra a testa e murmurou: "Vamos, puxe o gatilho, seu porqueira. É isso que você merece". Mas não conseguiu. O medo da possibilidade de ir para o inferno impediu-o de tirar a própria vida.
Finalmente, ao amanhecer, ele foi para casa, sentindo-se um fracassado. Sua esposa havia encontrado o bilhete e telefonado para a polícia. Ela abraçou-o. Os policiais algemaram-no e levaram-no. Ele foi, ao mesmo tempo, humilhado e libertado: humilhado por ser preso diante da família e de seus vizinhos, mas libertado das algemas da desconfiança. Ele não mais precisava mentir.
A caverna de Adulão de Whit Criswell foi uma cela de prisão. Nela, ele recobrou o juízo; voltou a ter sua fé. Ao ser solto, ele mergulhou no trabalho de uma igreja local, fazendo tudo o que precisava ser feito.
Você jamais saberá que Jesus é tudo de que você precisa até Jesus ser tudo o que você tem. Você está no deserto? Refugie-se na presença de Deus. Encontre consolo no povo de Deus.
Com o passar dos anos, ele foi incluído na equipe da congregação. Em 1998, foi convidado por outra igreja da região a servir como pastor sênior. Enquanto escrevo este livro, essa igreja é uma das igrejas que mais rapidamente crescem em Kentucky.
Outro Davi foi restaurado.
Você está no deserto? Vá arrastando-se até Deus como se arrastaria um fugitivo até uma caverna. Encontre refugio na presença de Deus.2
Encontre consolo no povo de Deus. Junte-se a uma congregação de gente que apenas uma dádiva da graça separa da tragédia, do vício e do desastre. Busque comunhão na igreja de Adulão.
Refugie-se na presença de Deus. Encontre consolo no povo de Deus. Suas chaves para sobreviver no deserto. Faça isso e, quem sabe, no meio deste deserto você poderá escrever os salmos mais doces.
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