1º erro) Não assumir responsabilidade
2º) Deixar a preguiça tomar conta
3º) Viver sempre com medo
4º) Ficar se comparando
Pastor Antônio Júnior
SEU SENHOR E SALVADOR, O ÚNICO QUE É DIGNO DE TODA HONRA E TODA GLÓRIA!!
Em uma pequena cidade do interior, uma mulher que não se dava bem com sua vizinha e irmã em Cristo, criou um boato de que aquela senhora seria a responsável por uma série de furtos que estavam acontecendo na redondeza. A notícia se espalhou e não demorou muito para a acusada ser presa pela polícia.
No entanto, algum tempo depois, a verdade foi revelada e descobriram que a vizinha era inocente. Aquela mulher, que era cristã e chefe de família, foi solta após muita humilhação e sofrimento. Ela, então, decidiu processar aquela que havia espalhado tantos boatos maldosos a seu respeito.
No dia do julgamento, o juiz achou justo que a autora dos boatos pagasse o valor de R$ 20 mil àquela que foi presa injustamente. Diante disso, a processada disse ao juiz:
_ Meritíssimo, meus comentários não foram tão maldosos a ponto de eu ter que pagar todo esse dinheiro a ela. O que eu fiz foi um simples comentário e nada mais. Nós somos da mesma igreja e nos conhecemos há anos. Foi tudo um mal entendido e nada mais. Eu não posso ser condenada!
O juiz disse, então:
_ Certo. Então, antes de eu dar sentença, me faça um favor: escreva todos os comentários que a senhora fez sobre sua vizinha num papel. Em seguida, pique o papel em pequenos pedacinhos e os jogue pelo caminho da sua casa. Amanhã, volte aqui para ouvir a decisão final.
A mulher obedeceu a ordem do juiz, mesmo não entendendo muito bem o que ele queria com aquilo. Ela escreveu tudo o que havia dito, picou o papel e jogou pelo caminho. No dia seguinte, ela voltou ao tribunal.
Ao reiniciar o julgamento, o juiz disse:
_ Antes de dar a sua sentença, você terá que cumprir uma missão: terá que pegar todos os pedaços de papel que espalhou pela rua ontem e trazer até mim.
A mulher, na mesma hora, reclamou:
_ Não posso, meritíssimo. O vento espalhou os pedaços para todos os lados e eu já não sei onde eles foram parar. Essa missão é impossível!
O juiz respondeu a acusada:
_ Isso é tão impossível quanto impedir que um comentário ruim destrua a honra de uma pessoa! Assim como a senhora nunca mais poderá recolher os pedaços de papel que jogou pelo caminho, também nunca poderá desfazer o mal que fez àquela mulher. Se você não pode falar bem de alguém, não fale nada. Eu julgo a senhora culpada e espero que essa indenização lhe sirva como lição!
A Bíblia diz que "há palavras que ferem como espada" (Provérbios 12:18) e, como vimos aqui, um "simples" comentário pode destruir a vida de alguém. Quantas vezes não vemos esse tipo de coisa dentro de nossa própria igreja? Infelizmente, não são poucas as pessoas que dizem temer ao Senhor, mas, ainda assim, são capazes de prejudicar o irmão com acusações sem fundamento. Em Provérbios 6:19 diz que Deus detesta "a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos", sendo assim, use a sua boca para edificar vidas e não para destruí-las!
Em uma tarde de inverno rigoroso, Julia saiu de sua casa e foi verificar se havia alguma correspondência em sua caixa de correio. E lá estava apenas uma carta. Ela, então, a pegou, mas, antes de abri-la, parou para observar com mais atenção. No envelope não havia selo nem a marca do correio, somente seu nome e endereço. Ela voltou para dentro de casa e decidiu ler a carta:
_ Querida Julia. Na noite do próximo sábado, estarei próximo de sua casa e passarei para fazer uma visita a você. Com amor, Jesus.
Mal terminou de ler aquelas palavras e Julia começou a tremer. Suas mãos suavam frio. Ela dizia a si mesma:
_ Por que Jesus viria aqui em casa me fazer uma visita? O que Ele quer comigo?
Tensa com a visita, Julia se lembrou de que sua dispensa estava vazia. Desde que o seu marido Carlos havia morrido, ela se mantinha apenas com uma pensão de um salário mínimo.
_ Ai, meu Deus! E agora? Jesus vem aqui em casa e eu não tenho nada para oferecer a Ele. Vou ter que ir ao mercado comprar alguma coisa para o jantar.
Julia revirou a carteira e uma gaveta onde costumava guardar uns trocados. Ao somar tudo o que tinha, percebeu que aquele valor era muito pequeno, suficiente apenas para comprar uns três pães e alguma outra coisa.
No sábado da visita, Julia vestiu seu casaco e se apressou para ir ao mercado. Pegou dois pães, 100 gramas de mortadela e uma garrafa de leite. Ela passou no caixa e, depois de pagar, viu que havia lhe sobrado apenas algumas moedas, que deveriam durar até o início da próxima semana, data de recebimento da pensão. Ainda assim, se sentiu feliz e voltou para casa com a humilde compra em uma sacola. No caminho de volta, ela ouviu uma voz:
_ Boa tarde, senhora. Pode nos ajudar?
Julia estava tão distraída pensando no visitante que chegaria em sua casa em poucas horas, que mal percebeu que um casal estava em pé ao seu lado. Seus semblantes eram tristes e eles pareciam sentir muito frio - afinal, vestiam calças rasgadas e camisas surradas. O homem disse:
_ Minha senhora, eu estou desempregado. Minha esposa e eu temos morado debaixo daquela ponte ali, pois fomos despejados de nossa antiga casa. Está fazendo muito frio e estamos com fome. Se a senhora pudesse nos ajudar, nós dois ficaríamos muito gratos.
Julia olhou para o casal com compaixão. Eles se encolhiam de frio e, provavelmente, vergonha. Com pesar, ela respondeu:
_ Eu gostaria muito de poder ajudar vocês, mas eu mesma sou uma mulher muito pobre. Tudo o que tenho nessa sacola são dois pães, um pouco de mortadela e uma garrafa de leite. Só que vou receber uma visita muito importante nesta noite e estava pensando em serviu isso no jantar.
O homem, então, respondeu:
_ Eu lhe entendo perfeitamente, senhora. De qualquer forma, muito obrigado pela atenção. Que Deus te abençoe.
O pobre casal se abraçou e seguiu rumo à ponte que lhes servia como morada. Ao vê-los indo embora, Julia sentiu algo muito forte tocar o seu coração.
_ Esperem! Gritou ela.
O homem e a mulher pararam e voltaram à medida que Julia corria para alcançá-los. Estendendo a mãos com a sacola de compras, ela disse-lhes:
_ Fiquem com tudo isso.
Ao que o homem questionou:
_ E como fica a sua vista, madame?
_ Eu vou dar um jeito. Não se preocupem com isso. Comam e bebam! Disse, Julia.
Quando a mulher estendeu a mão para pegar a sacola, Julia notou que ela tremia de frio. Então, desabotoou o casaco e colocou sobre os ombros dela.
_ Tome, pode ficar com ele. Eu tenho outro em minha casa.
E o casal se despediu:
_ Muito obrigado, senhora. Muito obrigado mesmo. A senhora não tem ideia do bem que fez.
Com um sorriso no rosto e os braços cruzados para se proteger do frio, Julia voltou sem nada para servir a Jesus. Quando chegou na porta de casa, notou que havia outra carta na caixa de correio. Ela pensou:
_ Que coisa estranha, o carteiro não trabalha nos sábados!
Ela pegou a carta e abriu. Ao ler, começou a rir e chorar, ao mesmo tempo. Estava escrito:
_ Querida Julia, foi muito bom te ver novamente. Obrigado pelo delicioso sanduíche de mortadela e pelo casaco. Com amor, Jesus.
"’Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’" (Mateus 25:35-40).
Carlos ganhava a vida recolhendo papelão e vendendo para uma recicladora de materiais, mas o que ele recebia por semana mal dava para colocar comida na mesa.
Certo dia, ele seguia puxando sua carroça por uma rodovia do interior quando se deparou com uma senhora e seu carro parado no acostamento - ela parecia precisar de ajuda. Chovia muito e na mesma hora, o rapaz encostou seu instrumento de trabalho e se aproximou.
O carro daquela mulher, que cheirava tinta de tão novo que era, estava com um dos pneus furado. Mesmo com o sorriso estampado no rosto, Carlos acabou assustando a mulher. Por causa de suas roupas sujas e rasgadas, ela achou que ele fosse um andarilho que poderia assaltá-la e pensou:
_ Meu Deus, será que ele vai fazer alguma coisa comigo? Esse rapaz pobre deve ser perigoso.
Ao ver que a mulher sentia medo, Carlos tentou tranquilizá-la:
_ Parei aqui para ajudá-la, senhora. Faz muito frio aqui fora, porque não aguarda dentro do carro enquanto eu troco o pneu? A propósito, meu nome é Carlos.
Ele então se abaixou, colocou o macaco e levantou o carro. Em menos de cinco minutos ele já havia trocado o pneu, mas teve uma das mãos ferida pela chave de rodas. Enquanto ele apertava as porcas da roda, a senhora abriu a janela do carro e começou a conversar com o rapaz prestativo:
Sou da capital e só estou aqui de passagem.
Por fim, a mulher disse que não sabia como agradecer pela grande ajuda - o sol estava se pondo e aquela rodovia não era muito segura à noite. Enquanto se levantava e limpava o sangue da mão com um pano, Carlos apenas sorriu. A mulher, então, perguntou quanto devia pelo serviço:
_ Quanto eu lhe devo, rapaz? Qualquer quantia será muito pouco pelo que você fez por mim. Imagino todas as coisas ruins que poderiam ter me acontecido se você não tivesse parado.
Carlos, porém, não falou em valores, pois aquilo não era um trabalho para ele. Ele era um cristão, de aparentemente 25 anos, que gostava de ajudar as pessoas. Desde menino, sempre agiu deste modo. Dessa forma, ele respondeu à mulher:
_ Se a senhora realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém precisando de ajuda, ofereça a essa pessoa o que ela precisa. E pense em mim quando fizer isso.
Ela sorriu, deu partida no carro e despediu do rapaz. Carlos, então, tomou sua carroça cheia de papelão e seguiu para casa.
Para a mulher, aquele tinha sido um dia difícil, pois passou horas e horas parada à beira da rodovia. Mas, ainda sim, se sentia feliz, voltando para casa. Alguns quilômetros depois, a mulher encontrou um pequeno restaurante e decidiu parar para comer algo. Era um estabelecimento simples, mas muito bem limpo e organizado. A garçonete veio e, junto com o cardápio, lhe entregou uma toalha limpa para que ela pudesse secar o cabelo molhado pela chuva. Então ela notou que a garçonete estava grávida e prestes a dar a luz. Ao perceber que estava sendo observada, a garçonete lhe abriu um sorriso inesquecível - mesmo depois de um dia inteiro de trabalho com a barriga pesada e os pés doendo. Com isso, a mulher pensou:
_ Como uma pessoa tão simples pode ser tão gentil com um estranho?
Mal terminou seus pensamentos e Carlos lhe veio à memória. Depois que terminou o seu jantar, ela pagou a conta com uma nota de cem reais. Enquanto a garçonete foi buscar o troco, a mulher se retirou. Quando a funcionária da lanchonete voltou, o carro da cliente já não estava mais no estacionamento. Ela havia ido embora. A garçonete ainda a procurava, quando encontrou um guardanapo em cima da mesa e embaixo dele havia mais sete notas de cem reais. Lágrimas corriam nos olhos da garçonete quando leu o que a senhora havia escrito. O bilhete dizia:
_ Alguém me ajudou hoje e, da mesma forma, estou te ajudando. Se você realmente quiser retribuir o que fiz, não deixe essa corrente do amor terminar.
Ainda havia pessoas para servir, mesas para limpar, açucareiros e saleiros para encher. Mas a alegria tinha tomado conta daquela garçonete de tal forma que ela nem viu o tempo passar. Já em casa, ela deitou em sua cama e ficou pensando no dinheiro e no bilhete deixado por aquela mulher:
_ Como ela sabia que meu marido e eu precisávamos tanto desse dinheiro? Graças a Deus, vamos poder comprar todo o enxoval do nosso bebê.
Ela, então, se virou para o marido preocupado que dormia ao lado, lhe deu um beijo amoroso e sussurrou em seu ouvido:
_ O Senhor está no controle e tudo vai ficar bem, meu amor. Eu te amo, Carlos.
"Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’" (Mateus 25:35-40).
Um homem milionário e seu filho tinham uma grande paixão em comum: as artes. Como eram muito unidos, eles passavam horas e horas juntos admirando a coleção de obras de arte que tinham na sala de casa.
Tudo caminhava perfeitamente bem, até que um telegrama enviado pelo governo ao filho mudou toda a história daquela família. O rapaz havia sido convocado para a guerra e teve que partir em poucos dias. Ele era muito forte e corajoso, mas ao resgatar outro soldado que estava ferido, foi morto em batalha. Ao receber a notícia do falecimento do filho, o pai sofreu profundamente.
Um mês mais tarde, alguém bateu à porta de sua casa. Era um jovem com uma grande tela de pintura em mãos. O pai, ainda em estado de choque, convidou o rapaz para entrar. O jovem então disse a ele:
_ O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado que o seu filho salvou antes de morrer. Na verdade, sou um dos muitos que ele salvou naquele dia. Ele estava me levando para uma base segura quando foi atingido por uma bala... Durante os dias em que estivemos juntos, ele falava muito do senhor e na paixão que vocês tinham pelas artes.
Então, ele estendeu os braços e entregou a tela àquele pai. Em seguida, falou:
_ Eu sei que não sou um artista famoso, mas sei que o seu filho gostaria que o senhor ficasse com isso.
O pai pegou a tela, rasgou o embrulho e admirou o que havia recebido. Era uma pintura de seu filho, feita pelo jovem soldado. O homem se emocionou com a forma que ele havia conseguido capturar a personalidade do filho naquele quadro. Muito emocionado e atraído pela expressão nos olhos do filho naquela pintura, o homem agradeceu o presente. Ao se despedir do soldado, o pai pendurou a tela antes de chegar à sala onde ficavam as grandes obras que ele tinha. Ele pensou:
_ Assim, quando alguém vier visitar a minha casa, verá o rosto do meu filho antes de ver a minha galeria.
Muitos anos se passaram e aquele homem morreu. Em seguida, foi anunciado um leilão de todas as suas obras de arte. No dia do leilão, muita gente rica e importante foi até aquela casa. Todos estavam muito ansiosos e dispostos a gastar muito dinheiro para arrematar as obras. A pintura do filho estava em exposição. O leiloeiro deu início ao evento batendo o martelo e dizendo:
_ Senhoras e senhores, vamos começar o leilão com o quadro “O Filho”. Quem vai dar o primeiro lance? Quanto os senhores oferecem por este belo quadro?
Ninguém se manifestou. Segundos depois, ouviu-se alguém dizer do fundo da sala:
_ Queremos ver a grande coleção! Deixe esse para depois!
Mas o leiloeiro insistiu:
_ Alguém oferece algum valor por esta pintura? 200? 100?
Outra vez, ouviu-se a voz:
_ Não viemos aqui por causa deste quadro sem valor! Queremos comprar as obras de arte. Pare com isso e comece o leilão de verdade!
Mesmo assim, o leiloeiro insistiu:
_ Quem quer levar "O Filho"?
Finalmente, alguém levantou a mão e disse:
_ Eu pago 15 pelo quadro!
Era o antigo jardineiro da casa. Sendo ele um homem muito pobre, aquele era o único dinheiro que ele podia oferecer.
O leiloeiro então gritou:
_ Temos 15! Alguém dá 20 pelo "O Filho"?
As pessoas começaram a se irritar:
_ Nenhum de nós quer saber desse “Filho”. Queremos as pinturas que realmente são valiosas!
Então o leiloeiro bateu o martelo:
_ Dou-lhe uma, dou-lhe duas... Vendido por 15!
A mesma voz que havia se irritado com a insistência do leiloeiro então falou:
_ Aleluia, até que enfim! Agora vamos ao que interessa!
Mas o responsável pelo leilão deu um comunicado que surpreendeu a todos:
_ O leilão está encerrado!
Os participantes se indignaram:
_ Que palhaçada é essa? Nós nem vimos as outras peças!
Explicou o leiloeiro:
_ Eu sinto muito, senhores, mas, quando me contrataram para realizar este leilão, deixaram claro que havia um segredo a ser respeitado e que só poderia ser revelado no momento certo. De acordo com o testamento do proprietário, apenas o quadro "O Filho" seria leiloado. Aquele que arrematasse essa pintura receberia todas as outras obras de arte e, também, herdaria todas as suas posses. O senhor que quis "O Filho" ficará com tudo!
Deus entregou seu único e amado Filho para morrer por nós numa cruz, mas ainda assim, muitos não querem receber a Jesus Cristo para serem salvos. Porém, aquele que escolhe o Filho, se torna herdeiro de tudo o que o Pai tem! A Bíblia diz:
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida" (1 João 5:11,12)
"Aquele que é a Palavra (Jesus) estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus" (João 1:10-12).
"O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória" (Romanos 8:16,17).
Havia um homem que trabalhava como ferreiro, que depois de viver a vida toda em pecado, decidiu servir a Deus. O homem teve a vida completamente transformada e passou a viver em função de sua fé. Ele dedicava boa parte do seu tempo à obra do Senhor, no entanto, as suas condições de vida começaram a ir de mal a pior. A crise estava tão grande que um amigo ficou sabendo e veio lhe dizer:
_ Eu acho muito estranho as dificuldades em sua vida terem aumentado tanto depois que você se tornou cristão, meu amigo. Longe de mim querer enfraquecer a sua fé, mas eu preciso ser honesto: ser crente só piorou as coisas para você!
O ferreiro ficou muito triste com aquele comentário, mas não disse nada ao seu amigo naquele momento. Em vez disso, ele foi até o quarto, trancou a porta, dobrou os joelhos e falou com Deus:
_ Senhor, por mais que eu tenha ficado chateado com o que meu amigo disse, ele não mentiu. Parece que tudo tem sido cada vez mais difícil para mim! Por favor Senhor, me dê sabedoria e entendimento para que eu encontre a resposta certa para ele e para mim mesmo.
E a resposta de Deus veio ao seu coração bem no dia em que seu amigo veio visitá-lo novamente. Enquanto estava trabalhando com o ferro, ele disse:
_ Meu amigo! Que bom que você voltou. Você está vendo esse aço? Você sabia que para transformar o aço em uma boa ferramenta, eu preciso trabalhar muito nele? Primeiro eu o aqueço a uma temperatura muito alta, depois pego uma marreta pesada e bato nele com toda força, até que ele comece a ganhar a forma que eu quero. Em seguida, pego essa peça e num movimento rápido, mergulho ela no tanque de água fria. O choque é tão grande que dá para ouvir os "gritos" da peça na oficina inteira.
O amigo não entendeu o motivo dele falar aquilo, e antes que dissesse alguma coisa, o ferreiro continuou:
_ Depois disso, eu preciso repetir todo esse processo até o final, até conseguir fazer com que a peça chegue ao formato ideal. Uma vez apenas não é suficiente. Só que, às vezes, o aço não suporta esse tratamento e racha todo. Então, ele é reprovado e eu jogo ele no monte de ferro velho que fica ali na porta.
O amigo, então, conseguiu interromper o ferreiro:
_ Eu sei de tudo isso, meu caro!!! Ou você se esqueceu que já trabalhamos juntos aqui?
Mas o ferreiro respondeu:
_ Eu sei que você sabe! Eu só queria te dar uma resposta sobre aquilo que você disse a respeito da minha vida estar indo de mal a pior, depois que aceitei Jesus. É que assim como estou fazendo com essa peça de aço, Deus está me provando com fogo! Eu sei que não tem sido fácil, mas eu estou aceitando com alegria os golpes de marreta que Ele tem me dado, pois sei que Ele está me moldando!
E prosseguiu:
_ A única coisa que peço a Deus é que Ele nunca desista de mim e que me dê forças para suportar esse tratamento, até que um dia eu consiga ter a forma que Ele deseja que eu tenha. Não quero, de jeito nenhum, ser reprovado e jogado fora num monte de ferro velho ao voltar a ser quem eu era antes.
Esta ilustração mostra que se você está passando por muitas lutas (mesmo servindo a Deus), é sinal de que você está sendo moldado pelo Senhor e Ele promete que sua recompensa será muito maior do que a sua dor! Veja o que a Bíblia diz:
"Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês" (1 Pedro 4:12-14).