Amados!!!
Não
quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que
as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em
relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre
o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma
relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do
amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.
Pelas
queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de
pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido
muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.
Quando
você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de
mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense
nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então
você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um
desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?
Não
quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor
impagável do aprendizado que é viver. Que me venha a dor inevitável à qual as
tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do
amor...
Prefiro
o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro
o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro
o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada
pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e
seduzida pelo calor provocante do verão...
E
nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num
abraço...
Prefiro
o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da
dúvida...
Prefiro
o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e
apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no
lugar!
Prefiro
a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro
a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro
o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado
ensandecidamente.
Prefiro
a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a
minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for
possível...
Enfim,
prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...
Não
há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de
todas as possibilidades que antecedem o “nada”.
E já
que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que
você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor,
faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não
pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...
Porque
você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de
caminhar...
Pode
desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você
mesmo...
Pode
desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu
coração...
Portanto,
que venha o silêncio visceral que deixa cicatrize em meu peito depois das
desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que
daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar vai viver de
novo, vou doer de novo e, sobretudo, vou amar mais uma vez... e não somente uma
pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!
Rosana
Braga
Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante
e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro"
e "Amor - sem regras para viver", entre outros
Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante
e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro"
e "Amor - sem regras para viver", entre outros
Beijosssssssssssss

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