Daniel viveu uma das maiores experiências de
proteção da parte de Deus que alguém pode receber. Em meio àquela perturbadora
noite na cova dos leões, certamente ele pode provar do conforto e da paz de
Deus em meio às dificuldades que a vida pode causar.
Como Daniel, nós também podemos provar desta
segurança, pois esta experiência nos permite continuar confiando na providência
e na misericórdia do Senhor, mesmo quando andarmos nos vales escuros de morte.
Esta confiança só poderá tranquilizar a nossa alma e aquietar o nosso espírito,
se tivermos a certeza do amor de Deus por nós.
Enquanto duvidarmos deste amor, não haverá
possibilidade de vencermos os nossos medos e, principalmente, confiar no agir
do Senhor a nosso favor. Só seremos alcançados pela paz do Senhor, quando
permitirmos que a nossa ansiedade seja trabalhada pelo Espírito Santo, fazendo
com que aquietemos o nosso coração, entreguemos as nossas necessidades nas mãos
de Jesus e deixando que a sua palavra possa construir a nossa fé sob bases
sólidas.
Este era o sentimento que permeava a vida do
profeta, que alimentava o seu espírito, animava sua alma e fazia com que
caminhasse confiante todo o dia na presença do Senhor, sem temer nenhum mal.
Precisamos compreender que uma vida com Cristo não é uma vida livre de
problemas, onde todas as coisas nos serão benéficas, contra qual não haverá
nenhum mal. A oração de Jesus era para que o Pai não nos tirasse do mundo que
jazia no maligno, mas que nos livrasse do mal. Em suma, a sua oração pedia a
Deus que a malignidade do mundo não afetasse a nossa fé e que os nossos olhos
estivessem sempre postos na salvação que viria d’Ele, sem apenas esperar pelas
bênçãos que poderiam advir desta relação.
Isto não quer dizer que Ele não nos abençoe,
embora as bênçãos não sejam a prioridade e, sim, que confiemos na sua
providência e nas promessas de amparo e conforto, que permearão a nossa vida
durante os dias difíceis. Por isso, nos diz o Senhor: Anima-te! Tenha Coragem!
