VERSÍCULOS DO DIA!!!

VERSÍCULOS DO DIA!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O pai, o filho e a tabua

Um menino fazia muitas coisas erradas ele bagunçava demais.

Era um menino sem disciplina, levado, mas, ele não fazia as coisas com maldade, fazia porque era arteiro mesmo.

E às vezes as coisas que ele fazia prejudicava as outras pessoas, prejudicava os seus irmãos, sua família.

E ele dava muito desgosto a seus pais, tão pequeno, e já dava muito trabalho.

Um dia o pai dele que já estava cansado de lhe bater e não adiantar nada pegou o menino logo após ele ter feito uma coisa muito errada, e o levou até o fundo do quintal em um quartinho que ele usava como oficina, e lhe disse:

– Meu filho vem aqui! – e o menino foi, pensando que ia apanhar, e seu pai continuou

– Está vendo aquela tábua bonita, envernizada?

E seu filho desconfiado respondeu:

– Estou vendo sim.

Por quê?

– Pega aquela tábua e traz aqui.

Vamos fazer o seguinte meu filho.

Está tábua irá representar você.

Agora vamos colocar nesta tábua um prego para cada coisa errada que você já fez.

E o menino achou aquilo engraçado, e seu pai disse mais:

– Me dê o martelo e os pregos, pega aqueles maiores, os pregos grandes.

– E o menino trouxe os pregos

– Lembra aquela vez que você matou um passarinho?

Aquele canário que eu tinha na gaiola, e você o matou com seu estilingue?

O menino ficou triste, e disse:

– Lembro pai.

E o pai pegou o prego encostou na tábua novinha envernizada.

Pá, pá, pá, pá!

E cravou aquele prego até o fim.

E o menino ficou olhando.

– Meu filho.

Lembra aquela vez que você saiu com o mesmo estilingue estourando as lâmpadas dos postes nas ruas?

– Lembro pai.

– Quantas lâmpadas você quebrou?

– Ah pai, mais de trinta.

– Me dá trinta pregos aqui.

E colocou um por um dos trinta pregos sobre a madeira envernizada e foi batendo.

Pá, pá, pá, pá!

E o menino olhando fixamente para a tábua que foi ficando cheia de pregos.

– Meu filho.

Lembra aquela vez que você pulou o muro da casa do vizinho pra pegar goiaba no pé.

E você pisou na horta do homem e destruiu todo o alface e almejarão que ele tinha plantado, pra roubar uma goiaba.

E o vizinho veio furioso reclamar de você.

Lembra meu filho?

– Lembro pai.

Quantas goiabas você roubou?

– Três.

– E quantos pés de alface você acha que destruiu?

– Ah, acho que uns dez.

– Me dá treze pregos aí.

E o pai pegou os treze pregos.

Pá, pá, pá.

Aquilo que parecia uma brincadeira, logo foi se tornando uma coisa trágica para o menino.

Porque aquela tábua que estava aplanada, envernizada, bonita, brilhante, que representava ele mesmo, começou a ficar tão cheia de pregos, que cada vez que o martelo batia pá, pá, pá, aquilo batia também em seu coração.

E assim, o pai foi perguntando para o filho todas as coisas erradas que ele se lembrava, e foi batendo aqueles pregos, e eram tantos pregos, que o menino ficou muito triste, ficou arrasado, aquilo doeu mais que uma surra de cordão de ferro, doeu mais que uma surra de varas. Seu pai percebendo sua tristeza disse:

– Meu filho, vamos combinar uma coisa?

A partir de hoje por cada coisa boa que você fizer, nós vamos tirar um prego daqui.

Ta bom?

E o menino concordou.

No dia seguinte ele chegou correndo da escola e foi contar as novidades a seu pai:

– Pai hoje a professora me elogiou, porque eu me comportei bem na sala de aula!

– Ah que bom meu filho, vamos lá no fundo.

E o pai pegou o martelo e puxou um dos pregos, e o menino ficou contente, sentiu um alivio.

No dia seguinte o menino chamou o seu pai e disse:

– Pai hoje eu ajudei uma senhora a carregar uma sacola pesada!

– Ótimo meu filho!

E eles foram lá no quartinho e arrancaram mais um prego.

E por cada coisa boa que ele fazia o pai dele tirava um prego.

E assim foi, o menino todo dia fazendo uma coisa boa, e seu pai por cada boa obra que seu filho fazia ele arrancava um prego.

Porém, quando saiu o último prego o menino não ficou satisfeito.

Aquela tábua envernizada, bonita não era mais uma tábua bela.

Agora era uma tábua toda esburacada, toda machucada.

E seu pai lhe disse:

– Pois é meu filho, o que você quer que eu faça.

É assim mesmo, sempre ficam as marcas.

Sempre! E essas marcas dos pregos representam a sua culpa, e sempre vai ficar ai.

Aquela lição marcou profundamente aquele menino que foi crescendo, se tornando um moço, um homem.

Mas, ele não conseguia esquecer aquela tábua toda perfurada, e o que seu pai lhe havia dito:

“Aqueles furos representam a sua culpa!”

E ele se atormentava, não tinha paz.

A consciência dele estava sempre pesada, não tinha sossego dentro da sua alma, ele carregava aquela mágoa, quando pensava em si mesmo só enxergava aquela tábua, que antes era bonita e agora estava toda perfurada.

Um dia aquele moço, agora já adulto, arrasado, achando que a vida dele por melhor que ele fizesse, nunca iria valer a pena.

Ele achava que ele era ruim na sua própria natureza no seu interior, e carregava aquela culpa.

Passando em frente de uma igreja cristã ele ouviu os cânticos, e pensou

“Vou entrar um pouquinho”.

E dentro daquela igreja havia um pregador muito simples, mas, apesar da simplicidade daquele pregador, o homem estava com um livro poderoso nas mãos, um livro chamado Evangelho.

E a parte que o pregador lia, é aquela que está escrita na carta de Paulo aos Hebreus 8.12, que diz assim: “Porque serei misericordioso para com suas iniquidades,

E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.”

Aquele assunto o interessou, despertou o moço, e o pregador releu o texto: “Porque [Eu, o Senhor Deus] serei misericordioso para com suas iniquidades,

E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.”

E o pregador foi desenvolvendo o texto explicando a mensagem dizendo:

– Nós fomos criados perfeitos pelo Senhor Deus, sem culpa, sem pecado.

Mas as nossas atitudes, as nossas transgressões, mancharam nossa alma, feriram-na.

Nessa hora veio na mente do moço a imagem da tábua toda perfurada, e o pregador dizia:

– Ainda que você decida se tornar uma boa pessoa, consertar os seus erros, fica ali a culpa.

E o moço se lembrou do que seu pai tinha dito: “Esses furos na tábua são as culpas que ficarão”, ele se lembrou, e foi entendendo.

Parecia que o pregador conhecia toda a sua vida.

Aquele moço ficou arrepiado, ele nunca tinha falado com aquele pregador, nunca tinha entrado naquela igreja.

E aquele pregador humilde falava de um jeito que parecia falar diretamente com ele, de uma maneira que ele nunca tinha sentido antes.

E o pregador continuou:

– Não adianta você querer consertar sua vida com boas obras.

E o moço se lembrou de que ele se esforçou para ser um bom rapaz, um bom filho.

Mas, apesar de todo o seu esforço ele continuava infeliz.

– Todo homem, toda mulher quer se livrar da culpa.

E pra se livrar da culpa a pessoa precisa comparecer diante da luz, e têm que ter comunhão com aqueles que andam na luz.

O pregador então abriu a Bíblia na primeira carta que o apóstolo João escreveu (1.7) e leu para as pessoas que estavam na igreja, sem saber que falava tão diretamente com o coração daquele moço.

– “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.”

O Senhor Jesus não tinha pecado algum.

Ele estava com a sua alma limpa e perfeita.

Mas nós, o colocamos na  madeira e pegamos um martelo e pregos enormes – e o moço se lembrou da sua infância quando seu pai lhe pediu os pregos, o martelo e a tábua, o moço sentiu que era com ele aquela mensagem, e o pregador falava com veemência – e cravamos Jesus naquela cruz, seu sangue foi derramado, seu sangue foi vertido para nos purificar do pecado.

Matamos o Filho de Deus, mas Ele ressuscitou dos mortos.

A cruz está lá, mas a cruz está vazia.

Jesus Cristo está vivo, e todos que andarem com Jesus e permanecerem com aqueles que andam na luz terão paz, terão comunhão uns com os outros “e o sangue de Jesus Cristo seu Filho nos purifica de todo o pecado”.

Quando o pregador terminou de falar o moço estava chorando, e o pregador disse mais:

– Quem quer apagar para sempre os seus pecados entregando a sua vida para Jesus Cristo?

O pregador nem acabou de falar e o moço já estava com a mão levantada, com lágrimas nos olhos dizendo:

– Eu quero! Eu quero!

Ele foi o primeiro a ir à frente, e depois de receber a oração do pastor ele se levantou e sentiu que a sua alma estava purificada de todo pecado.

Não havia mais culpa, remorso, nem condenação.

“Porque o sangue de Jesus Cristo seu Filho nos purifica de todo o pecado”.

Fonte: autoria Juanribe Pagliarin


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