VERSÍCULOS DO DIA!!!

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terça-feira, 6 de junho de 2017

DEVOCIONAL - O cotidiano do cristão (I Pedro 2:11-17)

Como é ser cristão no dia-a-dia, quando ninguém está vendo? Afinal de contas, se comportar como um bom crente dentro da igreja e perante aqueles que compartilham da mesma fé que nós, é muito fácil. E no trabalho, na escola, no condomínio, perante os amigos, longe do pastor e dos outros irmãos em Cristo, como você se deixa conhecer?
A bem da verdade, no cotidiano é que o cristão deve mostrar quem de fato ele é.
De que maneira se faz isto?
1. Abstendo-se do pecado (v. 11)Pedro usa os termos peregrinos e forasteiros, os quais anteriormente já foram mencionados (I Pedro1:1,17 – ARA). Embora o significado exato deles, nesta carta, possa ser discutido, certo é que se tratam de termos técnicos na constituição social do império romano da época, representando dois grupos sociais distintos mas aparentados dentro do espectro social. A palavra utilizada para peregrinos pode ser traduzida por “estrangeiros residentes”, uma classe de habitantes no local sem plenos direitos de cidadania (geralmente de origem estrangeira, mas também campesinos ou trabalhadores manuais com certa ascensão na escala social).
Já a palavra forasteiros traz a idéia de pessoas que se detêm num lugar, por certo tempo, não sendo residentes (pelos mais diversos motivos). Também estes não possuem direitos no local, podendo ser bastantes discriminados. É bastante provável que os cristãos pertencessem a estas classes, e que Pedro parte da experiência real de marginalização que eles passam, dando-lhe ainda um significado transcendente: eles são estrangeiros e forasteiros em meio à sociedade em que vivem, também por causa da sua fé.
Por mais que você se sinta como um forasteiro ou peregrino no local onde está, nada justifica a sua prática pecaminosa, pois a exortação do apóstolo é para que se abstenha do pecado. A situação na qual está inserido, independente de qual seja ela, não deve ser uma justificativa para você pecar.
Ser cristão no dia-a-dia, consiste em se privar do pecado, por amor a Deus, - a motivação correta – para que as pessoas que estão ao seu redor contemplem o fato e percebam o quanto você é diferente.
2. Dando bom testemunho (vv. 12,15)
Esse é o lado afirmativo da exortação, o qual se resume na frase: “...mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios...” O processo de reintegração contido na afirmação de Pedro não pretende ser um meio de satisfação próprio ou de contemplação narcisista, mas um modo de servir melhor aos outros e de se tornar um instrumento que os conduza a reconhecer o agir de Deus nas pessoas e no mundo, e assim serem levados também a glorificar o Senhor em sua vidas.
Encontra-se no verso 15 o dado talvez mais fundamental da ética cristã, a saber a vontade de Deus, que o apóstolo sintetiza em prática do bem. Como o evangelho de Cristo não é uma nova lei, a vontade de Deus não é prescrita detalhadamente, à maneira do farisaísmo judaico. Ela é anunciada de forma geral - a prática do bem - e os próprios cristãos é que terão de decidir em cada caso o que isso significa, e qual a atitude concreta e específica a ser tomada. O âmbito específico em que aqui se fala da vontade Deus é o da vida na sociedade e das relações interpessoais.
Dar um bom testemunho está totalmente ligado ao abster-se do pecado, pois quando o cristão se priva de atitudes pecaminosas, independente das adversidades, as pessoas que o cercam verá quem de fato ele é.
Pastor Renato (1ª Igreja Ev. Irmãos Menonitas do Jabaquara

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