VERSÍCULOS DO DIA!!!

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domingo, 20 de agosto de 2017

DEVOCIONAL - Derrubando Golias - Capítulo 009 - Max Luccado




9. A última gota
Recentemente vi uma mulher andando com um cachorro preso à coleira. Mude isso.Vi uma mulher puxando um cachorro com uma colei­ra. O dia estava quente, terrivelmente quente. O cachorro parou, de todo. Ele caiu, de barriga para baixo, na grama molhada, trocando a calçada que estava pegando fogo por um gramado fresco.
A mulher puxava e puxava. Teria tido mais sucesso se estivesse pu­xando um trailer estacionado.
A idéia de levantar e caminhar havia sido abandonada pelo cão, que permanecia esticado no chão.
Ele não foi o último a fazer isso. Você já atingiu seu ponto limite?
A culpa é do seu chefe. "Precisamos que você aceite mais um caso."
Do seu cônjuge. "Vou chegar tarde mais uma noite nesta semana."
De seus pais. "Tenho mais um serviço para você."
De seu amigo. "Preciso só de mais um favor."
O problema? Você cuidou, tolerou, fez, perdoou e aceitou até não restar mais nenhum "mais um" em você. Você é um filhotinho cansado. Caiu para valer. Quem se importa com o que os vizinhos pensam. Quem se importa com o que o Mestre pensa. Que eles puxem a coleira que quiserem; não estou dando nem mais um passo.
Mas, ao contrário do cachorro, você não cai na grama. Se for como os homens de Davi, você cai no ribeiro de Besor.
Não se sinta mal se você nunca ouviu falar do lugar. A maioria nunca ouviu; contudo, mais pessoas precisam conhecê-lo. A narrativa so­bre o ribeiro de Besor merece um lugar na prateleira da biblioteca dos esgotados. Ela fala palavras doces ao coração cansado.
A história surge das ruínas de Ziclague. Como vimos, Davi e seus 600 soldados voltam da guerra contra os filisteus e encontram a des­truição total. Um bando de invasores amalequitas passou pela aldeia, sa­queou-a e levou as mulheres e crianças como reféns. A dor dos homens se converte em raiva, não contra os amalequitas, mas contra Davi. Afinal, não foi ele que os levou para a batalha? Não foi ele que deixou as mulhe­res e crianças sem proteção? Não é ele que leva a culpa? Então ele precisa morrer. Assim, eles começam a pegar pedras.
O que mais é novo? Davi está ficando acostumado com tal tra­tamento. Sua família ignorou-o. Saul ficou com raiva dele. E agora o exército de Davi, que, se você se lembra, o procurou (e não o contrário) se voltou contra ele. Davi é um psicopata em desenvolvimento, rejeitado por todo círculo social importante em sua vida. Esse talvez fosse seu pior momento.
Mas ele o transforma em um dos melhores.
Enquanto 600 homens alimentam sua raiva, Davi busca seu Deus. "Davi, porém, fortaleceu-se no SENHOR, no seu Deus" (1 Samuel 30:6).
Como é essencial que aprendamos a fazer o mesmo! Sistemas de apoio nem sempre apóiam. Amigos nem sempre são amigos. Pastores podem desviar-se do essencial e as igrejas perdem o contato. Quando ninguém pode ajudar, temos de fazer o que Davi faz aqui. Ele se volta para Deus.
"Devo perseguir esse bando de invasores? Irei alcançá-los?"
"Persiga-os; é certo que você os alcançará e conseguirá libertar os prisioneiros" (30:8).
(Eu costumava acreditar que somente os santos podiam conversar assim com Deus. Estou começando a achar que Deus conversa deste modo com qualquer pessoa e que santos são os que aceitam sua oferta.)
Recém-comissionado, Davi redireciona a raiva de seus homens para o inimigo. Eles começam a perseguir os amalequitas. Lembre-se do cansaço dos homens. Eles ainda trazem a poeira da estrada depois de uma longa campanha e não sufocaram totalmente a raiva que sentem de Davi. Eles não conhecem o esconderijo dos amalequitas, e, se não fosse por amor aos seus entes queridos, talvez desistissem.
Na verdade, 200 desistem. O exército chega a um ribeiro chamado Besor e eles descem dos cavalos. Os soldados entram no riacho e jogam água no rosto, afundam os dedos dos pés na lama fria e se esticam na gra­ma. Ouvindo a ordem de que sigam em frente, 200 preferem descansar. "Continuem sem nós", eles dizem.
Até que ponto uma pessoa precisa ficar cansada para abandonar a busca de sua própria família?
A igreja tem seu quorum de tais pessoas. Pessoas boas. Pessoas te­mentes a Deus. Há apenas horas ou anos, elas marchavam com muita determinação. Mas agora a fadiga as consome. Elas estão exaustas. Tão esgotadas e cansadas que não conseguem reunir forças para salvar os do mesmo sangue. A idade avançada roubou-lhes o ar. Ou talvez tenha sido uma série de derrotas de tirar o fôlego. O divórcio pode levá-lo ao ribei­ro. O vício também. Seja qual for a razão, a igreja tem sua cota de pessoas que simplesmente se sentam e descansam.
E a igreja precisa decidir. O que fazemos com as pessoas que es­tão no ribeiro de Besor? Devemos repreendê-las? Devemos humilhá-las? Devemos dar-lhes um descanso mas contar os minutos? Ou fazemos o que Davi fez? Davi deixou que ficassem.
E a igreja precisa decidir. O que fazemos com as pessoas que estão no ribeiro de Besor?
Ele e os 400 guerreiros restantes recomeçam a perseguição. Eles se precipitam cada vez mais, ficando mais desanimados a cada duna de areia pela qual passam. Os amalequitas estão muito à frente e não deixaram pistas. Mas, então, Davi tira a sorte grande. "Encontraram um egípcio no campo e o trouxeram a Davi. Deram-lhe água e comida" (30:11).
O egípcio é um servo inválido que pesa mais do que vale, por isso os amalequitas o deixaram passar fome no deserto. Os homens de Davi cuidam dele com figos e uvas passas até ele se recuperar e pedem que o servo os leve até o acampamento de seus velhos amigos. Ele fica feliz em poder fazer um favor.
Davi e seus homens vão para cima do inimigo como gaviões sobre ratos. Cada mulher e cada criança israelitas são resgatadas. Cada amale­quita ou cai morto ou foge, deixando despojos preciosos para trás. Davi passa de bode expiatório a herói, e a algazarra e a gritaria começam.
O auge da história, no entanto, ainda está por vir. Para sentir toda a força dela, imagine os pensamentos de alguns dos personagens dessa história.
As esposas resgatadas. Você simplesmente foi arrancada de sua casa e arrastada pelo deserto. Temia por sua vida e agarrava seus filhos. Então, em um belo dia, os mocinhos invadem o acampamento. Braços fortes erguem-na e colocam-na diante da corcova de um camelo.Você agradece a Deus pelo grupo de elite da polícia que a resgatou e começa a procurar por seu marido no rosto dos soldados.
— Querido — você grita. — Querido! Onde você está? Aquele que a resgata puxa as rédeas do camelo para ele parar.
— Uh — ele começa — uh... seu benzinho ficou no acampamento.
— Ele o quê?
— Ele ficou com os rapazes no ribeiro de Besor.
Não sei se as mulheres hebréias tinham rolos de macarrão, mas, se tinham, poderiam começar a usá-los nesse momento.
— Besor, é? Vou lhe dizer quem vai ficar no ribeiro.
A equipe de resgate. Quando Davi chamou, você arriscou sua vida. Agora, com a vitória na mão, você volta para o ribeiro de Besor. Chega ao topo da cordilheira que dá vista para o acampamento e vê os 200 homens lá embaixo.
— Seus parasitas!
Enquanto você lutava, eles dormiam. Você foi para a batalha; eles foram para matinês e massagistas. Eles encaçaparam 18 bolas e ficaram até tarde jogando pôquer.
Talvez você se sinta como alguns dos homens de Davi se sentiram: "Uma vez que não saíram conosco, não repartiremos com eles os bens que recuperamos. No entanto, cada um poderá pegar sua mulher e seus filhos" (30:22).
Esposas resgatadas: irritadas.
Resgatadores: ressentidos.
E os 200 homens que descansaram? Os vermes têm mais auto-esti­ma. Eles sentem-se tão másculos quanto uma toalhinha de renda.
Uma bomba caseira feita de emoções é agitada, acesa e entregue a Davi. Eis como ele a neutraliza:
Não façam isso com o que o SENHOR nos deu. Ele nos protegeu e entregou em nossas mãos os bandidos que vieram contra nós. Quem concordará com o que vocês estão dizendo? A parte de quem ficou com a bagagem será a mesma de quem foi à batalha. Todos receberão partes iguais (30:23,24)
Observe as palavras de Davi: ele refere-se a quem "ficou com a bagagem" — como se esse fosse o trabalho deles. Eles não pediram para guardar os suprimentos; queriam descansar. Mas Davi dignifica a decisão deles de ficar.
Davi fez muitas coisas importantes em sua vida. Ele fez muitas coisas insensatas em sua vida. Mas talvez a mais nobre tenha sido essa ação rara­mente discutida: ele honrou os soldados cansados no ribeiro de Besor.
Não há problema algum em descansar. Jesus luta quando você não pode.
Algum dia, alguém lerá o que Davi fez e chamará a igreja deles de a Congregação junto ao ribeiro de Besor. Não é isso que a igreja tem por objetivo ser? Um lugar para que os soldados recuperem suas forças?
Em seu maravilhoso livro sobre Davi, Transpondo Muralhas, Eugene Peterson fala de uma amiga que às vezes assina suas cartas com "Um abraço no ribeiro de Besor".1 Eu pergunto-me quantas pessoas poderiam fazer o mesmo. Estão cansadas demais para lutar. Envergonhadas demais para reclamar. Enquanto outros declaram vitória, os cansados ficam sen­tados em silêncio. Quantos ficam sentados junto ao ribeiro de Besor?
Se você estiver listado entre eles, aqui está o que você precisa saber: não há problema algum em descansar. Jesus é seu Davi.
Você está cansado? Tome fôlego. Você é forte? Deixe o julgamento para os cansados.
Ele luta quando você não pode. Ele vai aonde você não pode ir. Ele não fica nervoso se você fica sentado. Não foi ele que fez o convite: "Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco" (Mar­cos 6:31)?
O ribeiro de Besor abençoa o descanso.
O ribeiro de Besor também adverte contra a arrogância. Davi sabia que a vitória era um presente. Lembremo-nos da mesma coisa. A salvação vem como o egípcio no deserto, uma agradável surpresa que aparece no caminho. Não obtida. Não merecida. Quem são os fortes para criticar os cansados?
Você está cansado? Tome fôlego. Precisamos de sua força.
Você é forte? Deixe o julgamento para os cansados. E provável que você precise cair em cheio. E, quando cair, o ribeiro de Besor é uma boa história para se conhecer.
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