Há quem pergunte sobre o porquê de se falar sobre a mensagem genuína das boas novas de Cristo. Obviamente porque, mais do que nunca, as pessoas têm apregoado, por aí, um evangelho barato, onde a satisfação pessoal é o que importa. Haja vista, tal satisfação antecede a obediência ao Salvador, consequentemente contradiz os ensinamentos bíblicos.
É um tal de "em Cristo você pode tudo”, "venha como você está e permaneça da mesma forma” e muito mais. Isso me faz lembrar a frase de Max Lucado em seu livro Simplesmente como Jesus, que diz: "Deus o ama como você é, mas se recusa a deixá-lo desse jeito. Ele quer que você seja simplesmente como Jesus.” Bem diferente do que tem sido propagado atualmente e mais parecido com o evangelho de Jesus, o qual deve ser por nós conhecido e praticado.
Diante disso, faz-se a pergunta: como distinguir o evangelho barato do genuíno? Por suas características. O evangelho genuíno:
1. Tem procedência divina (vv. 7,12)
"Não o recebi de pessoa alguma, nem me foi ele ensinado; ao contrário eu o recebi de Jesus Cristo por revelação.”
Na realidade, não pode haver outro evangelho, se o termo evangelho for entendido como descrição do caminho divino da salvação em Cristo. Certamente havia, desde aquela época, uma definição geralmente aceita daquilo que era básico ao conceito, daí a refutação do apóstolo.
O evangelho, em resumo, foi uma revelação dada a Paulo. A experiência que ele teve na estrada de Damasco (Atos 9), estava clara em seu pensamento. Tratava-se de algo especial, mais que isso, sobrenatural. A revelação foi uma experiência pessoal que irrompeu sobre ele, cuja origem milagrosa não podia disputar.
Lamentavelmente a igreja evangélica moderna tornou-se menos clara quanto à natureza do evangelho (considerada as exceções), mas faria bem em meditar na importância que o apóstolo atribui às distinções entre o evangelho verdadeiro e o falso. Parece que já não se prega mais uma mensagem genuinamente bíblica. Fala-se, nas igrejas, aquilo que as pessoas desejam ouvir e que na verdade tem mais a ver com a satisfação pessoal do que com crucificação do eu, ensinada nos evangelhos por Jesus.
Além de ter procedência divina, o genuíno evangelho:
2. É inalterável (vv. 7-9)
"Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado.”
A bem da verdade, o que as outras pessoas (os judaizantes – judeus cristãos - afirmavam que a obediência à Lei de Moisés era necessária para a obtenção da salvação) ensinavam, naquela ocasião, era pura perversão. O genuíno ensinamento estava sendo adulterado. Era o evangelho que pertencia ao Messias, mas aqueles que o pervertiam professavam serem zelosos pelas suas reivindicações messiânicas ao insistirem numa aplicação essencialmente judaística.
Na afirmação contida no verso 8, Paulo assevera com forte ênfase que o único evangelho autêntico é aquele originalmente proclamado por ele, o qual, aliás, nem um anjo ou ele próprio poderia alterá-lo, pois se tratava das boas novas de Cristo, o que o tornava imutável.
O conteúdo do evangelho é frequentemente inaceitável à razão, quando esta não é ligada à fé, por isso, talvez, muitos tentam deturpá-lo ou acrescentar a ele algo mais, como se fosse necessário. Verdadeiramente não há substituto para um evangelho dado por Deus e ele também não necessita de alterações, ainda que as pessoas tentem fazê-lo.
Consequentemente ele:
3. Não é humano (vv. 11,12a)
"...quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana.”
O evangelho, segundo Paulo, não foi forjado pelo intelecto humano. Não é um sistema filosófico, nem uma fé religiosa criada por algum gênio religioso. Além disso, não era um desenvolvimento humano da religião judaica. Trata-se de algo sobre-humano, que não pode ser reduzido a termos humanos. A ideia é que o evangelho não se conforma com aquilo que o indivíduo julga que ele deve ser ou ter.
Na igreja primitiva o caráter sagrado da mensagem proclamada era mais plenamente apreciado do que tem sido frequentemente o caso na história contemporânea da igreja. Nos tempos atuais tem havido um forte tendência no sentido de confundir as personalidades com o conteúdo do evangelho – de modo que o pregador se torna mais eficiente e evidente do que o evangelho genuíno que por ele deve ser anunciado, isso quando este não acrescenta ainda, às boas novas de Jesus, os seus "achismos”, como se fossem verdades absolutas que, aliás, segundo eles, deveriam até mesmo estar contidas nas Escrituras - mas a inclusão do próprio apóstolo ou mesmo de um anjo na possibilidade de ser um anátema (amaldiçoado), torna indisputavelmente clara a superioridade da mensagem sobre o mensageiro.
Só é possível refutar o falso quando se tem conhecimento do verdadeiro. Não deixe que lhe "empurrem” um evangelho barato, que até possa ser, a princípio, atraente, mas que no final lhe conduzirá por um caminho diferente daquele ensinado por Cristo nas sagradas Escrituras. Conheça e pratique o evangelho genuíno, pois somente assim você poderá distingui-lo dos demais propagados atualmente.
Deus os abençoe.
Pastor Renato (1ª Igreja Ev. Irmãos Menonitas do Jabaquara).
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domingo, 10 de setembro de 2017
DEVOCIONAL - O genuíno evangelho (Gálatas 1:6-12)
Postado por Bárbara Helena
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