Paulo tentou ganhar sua salvação espiritual pelo comprimento
da Lei Mosaica. Quando aceitou Jesus Cristo, entendeu que “pela graça sois
salvos, por meio da fé e isto não vem de vós: é dom de Deus” (Efésios 2:8).
Para muitas pessoas, isto de ser salvo “por meio da fé”
parece coisa muito facilitada. Afinal de contas, todas as religiões humanas
cobram muito caro pelos seus benefícios. O Senhor da Bíblia não deveria fazer o
mesmo?
A questão da salvação envolve dimensões muito mais complexas
do que apenas “ir para o céu”. Ela envolve, a partir de um encontro profundo e
essencial com Cristo, a aceitação da soberania de Deus sobre nós. Por isso,
aceitar que a salvação é uma dádiva divina significa, acima de tudo, aceitar a
lógica espiritual do Senhor, ainda que ela nos pareça absurda. Mais até:
aceitar o “dom de Deus” implica viver, aqui na Terra, a lógica do amor e da
misericórdia do Senhor. Em outras palavras, aceitar “pela fé” a salvação em um
outro mundo deve levar-nos a viver, neste mundo, os desafios do “dom de Deus”.

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