Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são
perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.
João 20.23
Depois de se revelar a Maria, o Salvador
entrou na casa onde estavam reunidos os 12 apóstolos e os saudou, dizendo: Paz
seja convosco! (v. 19). Ele mostrou-lhes as mãos com os buracos feitos pelos
cravos e o lado pelo qual a espada penetrou em Seu corpo, fazendo sair os
últimos sinais de sangue e água, e disse outra vez: Paz seja convosco! (v. 20,
21). Então, claramente falou que, assim como o Pai O tinha enviado, Ele enviava
os discípulos ao mundo. Então, deu-lhes instruções sobre o perdão.
Após tê-los saudado pela segunda vez, Cristo
assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (v. 22). Será que
temos dado a devida atenção ao Espírito do Senhor? Ainda que Ele não tivesse
vindo como Consolador, deveríamos examinar a sua missão. O fato de Cristo ter
soprado sobre os discípulos e dito que O recebessem mostra a importância do
Espírito na vida de quem recebeu a mesma missão de Jesus. Procure encher-se do
Espírito!
Quando eles receberam a unção do Alto, o
Senhor falou sobre a obrigação de quem tem o Espírito Santo de perdoar a todos
os ofensores. Se retiverem o agravo, este lhes será retido, e, então, os
transgressores não serão perdoados. Por que sermos considerados responsáveis
pelo sofrimento destinado aos transgressores pela eternidade? Ora, o Espírito
de Deus nos foi dado para termos condições de perdoar a quem nos fez sofrer.
Se o Senhor está pronto para nos perdoar de
toda transgressão, por que não fazermos o mesmo? Agora, não podemos nos deixar
levar pela opinião das outras pessoas e de familiares bem próximos, pois o
perdão é um assunto de vida e morte para nós e para quem errou. Se perdoarmos,
a pessoa será perdoada, mas, se retivermos o seu pecado, este não será
perdoado. A responsabilidade do ofendido é tão grande quanto à do ofensor.
O perdão é concedido, diante de Deus em uma
oração sincera e definitiva, a todos os que nos afrontaram, sem que seja levado
em consideração o tamanho da maldade. Porém, temos de observar o que foi dito
por Jesus em Lucas 17.3: Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti,
repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. Embora a pessoa tenha dito ao
Senhor que perdoa ao transgressor, este precisa se arrepender verdadeiramente e
pedir perdão a ela.
É dessa forma que Deus age em relação às
nossas faltas. Cristo pagou o preço da redenção; porém, se não reconhecermos as
nossas iniquidades, não nos arrependermos nem confessarmos o que fizemos,
jamais seremos perdoados. Quando alguém que lhe causou um prejuízo físico ou
moral se dirigir a você e lhe pedir perdão, ele deve confessar tudo, inclusive
o motivo de lhe ter feito mal, para que você avalie se ele está arrependido ou
não.
Jesus disse que devemos olhar para nós mesmos,
a fim de não atrapalharmos o trabalho do Espírito Santo, o qual leva o pecador
a reconhecer o seu erro. Não podemos chegar diante dele e dizer: “Sei que você
errou contra mim, peça perdão, e eu lhe perdoarei agora”. O Espírito de Deus
irá convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares
Oração do Dia
Senhor misericordioso! Temos de aprender
contigo, pois não podemos ir contra o que ensinas na Palavra. O ato de perdoar
a alguém é tão sério, que, primeiro, Jesus soprou sobre os discípulos para que
recebessem o Espírito Santo. Só então poderiam perdoar.
Precisamos ter o Teu Espírito para não
errarmos. Embora vejamos a maldade de alguém em relação a nós, não podemos
negar-lhe o perdão se tu fizeste uma obra naquele coração e ele se arrependeu
verdadeiramente, confessando-nos sua falta.
O Teu amor e a Tua graça conduzirão essa
pessoa à salvação. Porém, não podemos atrapalhar o Teu plano de redenção para
aquela vida. Pai, somos gratos por nos dares a capacidade de amar. Aleluia!

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