João 3.23
João Batista foi um precursor de Cristo para Lhe
abrir o caminho. Ao ser questionado pelos sacerdotes e levitas, enviados de
Jerusalém pelos judeus, sobre quem ele era, João disse abertamente que não era
o Cristo. Também negou ser Elias ou o profeta, mas se identificou como a voz
que clamava no deserto (Jo 1.21-23) e advertia todos a endireitarem o caminho
do Senhor, conforme Isaías havia profetizado.
O foco do seu ministério era o arrependimento e a
consequente mudança de procedimento. Os arrependidos eram batizados, porém,
primeiro, tinham de confessar publicamente seus pecados. Apesar de João ser
radical em sua doutrina, muitos iam ao deserto para ouvi-lo. Sem dúvida, por
ser dirigido pelo Espírito de Deus, ele era procurado, embora fosse difícil
para as pessoas se deslocarem até onde ele se encontrava.
O sucesso de Jesus na Galileia era notório, pois
multidões iam até Ele. Assim, ao ouvi-Lo, os necessitados se enchiam de fé e
eram curados. O Mestre pregava para que os pecadores se arrependessem, pois o Reino
de Deus estava próximo (Mt 3.2). Ele ensinava a respeito do poder de curar
enfermidades, desmanchar bruxarias e magias, ministrando a Verdade a todos;
afinal, a libertação ocorre quando a conhecemos (Jo 8.32). A obra que Deus nos
dá tem de ser completada.
Ao Se dirigir com os Seus discípulos para a Judeia,
Jesus começou a batizar (Jo 3.22). Como vimos, não era Ele quem fazia isso, e
sim os discípulos sob Sua supervisão. É interessante notar que não ouvimos
falar que isso ocorreu antes de ter partido da Galileia para a Judeia. Às
vezes, os pregadores querem logo batizar os convertidos, como se estivessem em
uma competição para ver quem realiza mais batismos. Porém, pelo exemplo dado
por Cristo, primeiro devemos doutrinar os novos na fé.
Mesmo sabendo que Jesus deveria crescer e ele
diminuir (Jo 3.30), João continuou a batizar em Enom, pois Aquele que o enviou
não o mandou parar o ministério, o que só aconteceu com a sua morte na prisão.
Devemos proceder dessa maneira com todas as missões vindas do Céu, até que
novas instruções nos sejam fornecidas. O importante é continuar a servir ao
Altíssimo com alegria sem desprezar nenhum ponto do plano divino.
João batizava em Enom, porque havia ali muitas águas.
Da mesma maneira, faremos a obra onde há abundância de “material” para
utilizarmos. Por exemplo, quando Deus nos dá um entendimento sobre alguma parte
da Bíblia, que nunca havíamos entendido ou ouvido, devemos permanecer estudando
e pregando aquela mensagem até sentirmos o momento de parar. Quando isso ocorrer,
nós e o povo seremos muito abençoados.
João foi enviado ao deserto e lá passou o tempo do
seu ministério. De igual modo, temos de ficar onde o Altíssimo nos manda. Há um
propósito no chamado divino, por isso não devemos escolher por nós mesmos quando
ou onde começar a pregar ou encerrar a missão a nós confiada. Além disso, os
que foram convocados devem ir até o fim (Dn 12.13).
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares
Oração do Dia
Senhor da nossa chamada! Queremos Te obedecer em
tudo, realizando com satisfação a obra que nos deste. Assim, chegamos à Tua
presença, pois desejamos cumprir, com dedicação e perfeição, a missão que nos
confiou.
Por Tua ordem, João permanecia no deserto. Tu fazias
as pessoas se dirigirem até ele. Em vez de agradar aos que o procuravam com
afagos e ofertas de presentes, ele pregava a Tua mensagem, a ponto de ordenar
aos arrependidos que confessassem seus pecados.
Tu nos chamaste para realizar uma nobre tarefa
também. Então, ajuda-nos, porque, sem a Tua unção, nada conseguiremos. Queremos
estar onde há abundância de material para usarmos. Dá-nos fé e poder para Te
honrar!

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